Como manter um cara interessado em você para sempre

Como manter um cara interessado. Para manter um cara interessado em você, você só precisa se lembrar de algumas maneiras de manter seu interesse despertado e seu desejo em você chegou ao auge. Aqui estão 30 maneiras sensuais de fazer exatamente isso! Use essas dicas sobre como manter um cara interessado em você e ver como é fácil fazê ... Se ele marcar pra sair com você de novo, ótimo, significa que você soube exatamente como manter um homem interessado em você. No final de um ligação ou fim de um dia de encontro, sempre tente finalizar antes dele. Assim vai deixar ele com vontade de mais, pois você acabou com a graça dele de poder te ter mais perto dele. Veja abaixo algumas das dicas de como manter um homem apaixonado, interessado por voc ... Você não tem que fazer de tudo para conquistar a atenção do cara. Certo que somos meio lerdos em algumas circunstancias e por mais que você esteja toda linda, glamorosa, toda produzia, ele vai olhar para outras mulheres atraentes, porque todos os ... A única maneira de manter um cara interessado em você, é evitar que ele se canse de você. Para lhe ajudar melhor nisso, eu separei 5 Coisas Que Você Deve Fazer ou Evitar Para Que o Cara Que Você Gosta Jamais se Canse de Você. Como manter um homem interessado em você.Não importa se você está namorando o homem dos seus sonhos, ou simplesmente quer atraí-lo. Seja qual for sua situação, toda mulher deve aprender a capturar o coração de um homem. Os homens se desviam quando perdem o interesse, e você vai acabar para a esquerda na prateleira. Mantenha contato visual, se mostre interessada pelo o que o outro fala. Faça o encontro olho a olho, tome cuidado apenas para não intimidar o outro. Não tente mostrar para ele uma pessoa que você não é de verdade, primeiramente porque ele irá perceber, depois porque você não conseguirá manter a farsa e será chato até para você. Você quer ser essa garota? Como manter um homem interessado Para manter um cara interessado em você, só é precis o se lembrar de algumas maneiras de manter esse interesse despertado e o desejo dele por você atingir o máximo. Aqui estão 30 dicas sensuais para fazer exatamente isso! Tenha iniciativa para transar de vez em quando. O rapaz vai pirar se você demonstrar vontade de fazer sexo em momentos inesperados. Você nem precisa dizer nada se for tímida: pegue-o pela mão, dê um sorriso sexy e leve-o até o quarto. Se você estiver a fim, diga algo como 'Eu fiquei pensando o dia inteiro em sentir as suas mãos me tocando'. Escolha as dicas que você pode usar e verá o quão fácil pode ser manter um cara interessado em você. Mas nunca deixe ele te usar ou tratá-la como uma otária. E não pense duas vezes antes de puni-lo ou colocá-lo em seu lugar quando ele não te tratar bem. 4) Faça-o sentir como um homem para manter um homem interessado em você para sempre Não há nada a questão com a impulsionar auto-imagem de um homem. Faz com que ele se sentir bem sobre si mesmo e sobre a chance de que ele se sente bem consigo mesmo, tendo em vista um certo alguém, ele vai querer mantê-la por perto.

The Way to Light Capítulo 1: O Inicio

2020.08.17 07:13 Mafio2 The Way to Light Capítulo 1: O Inicio

Prisão Red Death,Canadá, 2008


No começo de 2007 um homem sem motivação para viver, se envolveu na vida do crime, então, descobriu que tinha poderes, enquanto assaltava uma loja, ele acabou descobrindo que controlava energia elétrica, ao encostar no caixa e o eletrocutar, no começo, ele não entendeu e apenas fugiu do lugar, porém, testemunhas o descreveram a polícia que esteve na loja alguns minutos depois, então, a polícia foi atrás do tal homem.
Ao encontrarem esse homem, ele começou a atirar rajadas de energia elétrica com suas mãos e a matar alguns dos policiais, até que um policial atirou no estômago desse homem e o desmaiou, então, ele foi enviado para um laboratório militar, onde foi estudado por dias, porém, não encontraram nada de diferente no DNA desse homem, então, temendo a existencia de mais pessoas como esse homem, o governo ordenou que o exército militar começasse uma operação para encontrar outros seres com “habilidades especiais”.
No meio de 2007 foi anunciada a prisão Red Death, uma base militar para capturar pessoas com essas habilidades.
Então, no começo de 2008 já tinham sido capturados 1300 pessoas com essas habilidades ao redor do mundo, os que ainda estavam soltos se escondiam no meio da sociedade sem usar seus poderes.
Na prisão eles podem usar seus poderes, porém, aqueles que tentam fugir geralmente não são mais vistos, nunca sequer ouvem falar sobre eles.
Dentro dessa prisão, há uma divisão, aqueles que cometeram crimes com seus poderes e aqueles que só estão ali por terem poderes, os que de fato são criminosos, ficam em um lugar que de fato se parece com uma prisão de segurança máxima,porém, são torturados, já os outros, em um lugar comum, porém, separado da sociedade e eles não podem sair ou serem visitados.

Cidade de Winnipeg,Canadá

Em uma pequena casa na cidade de Winnipeg, mora um jovem de 16 anos chamado Jim New Moon, o filho mais novo dessa geração da familia Moon, foi combinado também, por seus pais e tios que não teriam outros filhos até que essa geração se torna-se adulta, Jim possui um irmão mais velho chamado Jack Moon de 22 anos,também possui um primo e uma prima, Jason Moon de 19 anos e Marianne Moon de 18, ambos cresceram juntos e sempre foram bem próximos, um conhecia o outro como a palma da mão e sempre se encontravam na casa de um deles para conversarem sobre a situação, então, naquela semana decidiram se encontrar na casa de Marianne para conversarem.

- Estão todos bem? - Perguntou Jim com uma voz calma enquanto se sentava em uma cadeira
- Sim, ou melhor, eu estou pelo menos...O Jack não veio? - Disse Marianne com uma voz levemente preocupada.
- Não, ele disse que tinha que resolver algumas coisas na casa dele e provavelmente não daria tempo de vir. - Respondeu Jim num tom de voz levemente irritado com a decisão de seu irmão, afinal, eles quatro sempre se reuniam para planejar sobre como sobreviveriam e se esconderiam a essa caça por pessoas com poderes.
- Relaxa, talvez ele esteja ocupado demais - Disse uma voz saindo da cozinha, então, a pessoa que disse vem para a sala e é Jason, ele se senta no sofá e olha para seus primos.
- É...Talvez ele venha na próxima...- Disse Marianne um pouco triste.
- Então, acham que só deixar de usar nossos poderes vai ajudar a nos esconder? Talvez até funcione por um tempo, porém, com certeza eles irão começar a procurar um jeito de identificar quem tem poderes e quem não tem - Disse Jim olhando para Marianne e Jason com uma voz levemente fria.

Nesse momento, todos ficaram calados por um tempo, ir para um pais distante não é uma opção, afinal, em todos os lugares pessoas com essas habilidades especiais estão sendo procurados, talvez se afastar da sociedade seria uma boa, porém, com o tempo levantaria suspeitas.

Eles ficaram algumas horas tentando decidir o que fariam, porém, no fim das contas, não conseguiram pensar em nenhum plano bom, então, por hora, decidiram evitar sair de casa.

Após a reunião, Jim estava voltando para sua casa e parou para pensar, se eles se evitassem sair de casa isso só levantaria mais suspeitas, então, ele se virou para ir correndo falar para seus primos,quando percebeu algo que fez seu sangue gelar...um homm estava olhando para ele, um homem alto, com um sobretudo preto e um chapéu, sua pele parecia cinza, como alguém que já havia morrido, e ele estava olhando nos olhos de Jim.

- Interessante, você é um deles, você também tem poderes - Disse o homem com sobretudo preto.

- Quem é você!? Do que está falando!? - Perguntou Jim, assustado e dando alguns passos para trás.

-Não finja que não sabe do que estou falando, eu escutei a conversa inteira. - Respondeu o homem, com uma voz estranhamente calma.

-Como?...Como você conseguiu ouvir sem que nós sequer notarmos sua presença.- disse Jim, preocupado e ainda dando alguns passos para trás.

-Keys to the Kingdom... - Disse o homem sem se importar em responder as perguntas de Jim.

De repente Jim começou a ficar tonto e quando percebeu, ele já estava em outro lugar, uma espécie de quarto, bem espaçoso e vazio, o homem ainda estava lá, então, Jim olhou para o homem e disse:

-Onde estamos? Quem é você?... - Jim estava tentando manter sua calma, mesmo que por dentro estivesse preocupado e imaginando o que iria acontecer nos próximos minuitos.

-Eu não tenho nome, sou apenas algo que vaga pela sociedade a procura de pessoas com poderes, não estou do lado do governo, porém, não quero que as pessoas como eu sejam livres. - Para surpresa de Jim, aquele homem respondeu uma de suas perguntas.

-Que lugar é esse?... - Disse Jim olhando em volta.

-Uma espécie de dimensão alternativa que eu criei, esse é um dos meus poderes - Respondeu o homem sem tirar os olhos de Jim.

-Por que me trouxe aqui? - Disse Jim voltando os olhos para o homem.

-Lutaremos aqui, lutaremos até a morte - Disse o homem com uma voz fria e sem expressão alguma em seu rosto.

-Mas eu não quero lutar... - Disse Jim com uma voz bem mais calma do que antes.

-Quem disse que você tem escolha? - Respondeu o homem correndo na direção de Jim.

Jim então se assustou com a velocidade daquele homem, o homem deu um soco certeiro no rosto de Jim o jogando na parede daquele quarto, então, antes que Jim pudesse se levantar ou sequer pensar no que estava acontecendo, o homem já apareceu em sua frente tentando dar um chute em seu rosto, mas, Jim foi mais veloz dessa vez e segurou o pé do homem, em seguida, o empurrou para trás e se levantou rapidamente.

-MAS QUE PORRA É ESSA!? - Gitou Jim com raiva.

-Vivo a mais de 100 anos vagando pela terra a procura de alguém para me matar, porém, eu fiz uma promessa a mim mesmo, eu não me matarei e nem deixarei alguém me matar facilmente, quero morrer em um duelo até a morte - Disse o homem começando a abrir um sorriso em seu rosto.

-MAS QUE NÃO QUERO TE MATAR! - Respondeu Jim furioso, porém, mesmo falando isso, ele sabia que não teria outra escolha a não ser lutar com esse homem.

-Aqui será matar ou morrer - Disse o homem correndo novamente na direção de Jim.

O homem tentou dar um soco em Jim, porém, dessa vez Jim se esquivou para o lado e o homem acabou dando um soco na parede, começando a fazer a mesma se rachar, em seguida, Jim deu um chute em suas costas, fazendo o homem grunir um pouco. Rapidamente, o homem se virou dando um soco no rosto de Jim e o jogando no chão, fazendo Jim cospir sangue, então, Jim deu um chute na parte de frente da perna do mesmo, fazendo ele cair, então, Jim se levantou rapidamente e olhou para o homem dizendo:

- É tudo o que você tem? -Jim limpou o canto de sua boca, que estava com sangue.

- Estava só te testando, ainda não mostrei meus poderes, nem você - Disse o homem se levantando e dando um leve sorriso.

O homem levantou sua mão direita e então, várias laminas sairam de baixo de onde Jim estava, perfurando seu pé e entrando em sua perna.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAARGH! - Jim gritou de dor, mas também, de surpresa, afinal, aquela habilidade ele ainda não conhecia.

- Imagino que já tenha ouvido a expressão "Meu mundo minhas regras", nesse mundo, essa regra existe literalmente - O homem sorriu.

- Easy Mode - Jim falou baixo, com uma voz calma, então, vários clones sairam de trás do mesmo e começaram a tira-lo dos espinhos, depois, todos eles começaram a atacar o homem de preto, o mesmo até que defendia de boa parte dos ataques, porém, alguns o atingiam e o mesmo foi começando a fica animado com a batalha

- Jervis Floyd - Disse o homem, sorrindo, mas sem parar de se defender dos ataques.

- Hm? O que? - Perguntou Jim ainda atacando o homem com seus clones.

- Jervis Floyd, esse é meu nome verdadeiro, eu só revelo ele durante as batalhas, para me certificar que o inimigo saiba pelo menos quem o matou - Jervis deu um sorriso largo e em seguida disse:

-Keys to the Kingdom: Brick in The Wall! - Ele falou empolgado, então, várias lâminas começaram a sair do chão e parede, acertando os clones de Jim, o próprio Jim e também o Homem que agora se apresentava como Jervis Floyd, as laminas fizeram os clones sumirem e sobrarem apenas Jim e Jervis.

- C..Como?...- Perguntou Jim cospindo mais sangue.

- Esse é apenas o começo... - As laminas começaram a se abaixar e os dois começaram a se encarar seriamente.

- Me...Medium Mode... -Disse Jim meio fraco, então, uma aura verde começou a aparecer em volta de seu corpo, Jervis olhou interessado e se preparando para o que esta por vir.

Então, em uma velocidade absurda, Jim correu na direção de Jervis e deu um pulo bem alto, lá de cima ele começou a girar e deu um chute que atingiu o lado esquerdo do rosto de Jervis e o mandou na parede, antes que Jervis pudesse reagir, Jim já estava em sua frente dando vários chutes no mesmo, então, Jim parou por um tempo e Jervis caiu no chão sangrando muito.

- Isso...Isso é...Incrível!! FINALMENTE! ALGUÉM QUE TALVEZ POSSA ME DERROTAR, ALGUÉM DIGNO DE VER MEU PODER TOTAL! - Jervis começou a gritar empolgado no chão, então, tudo em volta de Jim começou a ficar escuro, Jim tentou chutar o lugar onde Jervis estava, porém, ele já não estava mais lá.

-O que!? Onde está você!? APAREÇA! - Jim estava olhando em volta tentando enxergar algo, porém, nada.

-Keys to the Kingdom: The Bird and the Worm - Disse a voz de Jervis do escuro, então, de repente tudo ficou claro, como uma explosão de luz, no começo Jim não conseguia enxergar nada, porém, depois ele conseguiu ver... Jervis estava em sua frente voando, ele possuia asas de um anjo, estava sem camisa, apenas com uma calça preta, seu cabelo agora era revelado, um cabelo ruivo, que ia até seus ombros.

-O que...O que é isso?... - Jim estava olhando para Jervis com uma cara extremamente espantada.

-Essa é minha forma real, agora, nossa batalha irá começar de verdade - Disse Jervis empolgado para a batalha definitiva.

Então, Jervis começou a voar na direção de Jim rapidamente, e deu um soco em seu rosto, Jim cospiu sangue e em seguida deu um chute nas costelas de Jervis, fazendo ele também cospir sangue, então, ambos começaram a trocar socos e chutes em uma velocidade incrível, nem pareciam serem humanos, porém, para a surpresa de Jim, Jervis começou a abrir a boca e de lá saiu uma lamina que atingiu o olho direito de Jim, fazendo o mesmo parar de atacar. Em seguida Jervis deum um chute na barriga de Jim, o jogando no chão.

-Nossa batalha está chegando ao fim, Jim New Moon - Disse Jervis com uma voz calma.

-De fato...Jervis Floyd...Hard...Mode - Ao ouvir isso, Jervis ficou surpreso, pois achou que Jim já estava em seu limite, então, a aura verde de Jim sumiu e começou uma aura vermelha em volta do mesmo, então, Jim se levantou.

-Isso está ficando interessante, porém, com esse meu ataque...VOCÊ MORRERÁ! - Jervis começou a voar novamente na direção de Jim, então Jim apenas olhou para ele e disse:

-Goodbye...Jervis... - Então, num piscar de olhos Jim estava atrás de Jervis, pisando em suas costas e fazendo ele cair no chão.

-O QUEEEE?! - Jervis estava extremamente surpreso com aquilo e pela primeira vez na sua vida, sentiu medo.

-MORRAAAAAAAAAA - Jim deu um soco nas costas de Jervis, a aura em sua mão era extremamente quente e Jim conseguiu atravessar o corpo de Jervis com esse soco.

Jim saiu de cima de Jervis, então Jervis olhou para Jim fraco e disse:

-Você...Você pode não ser o homem mais forte do mundo...Mas é o único homem que tem meu respeito... - Após dizer isso, os olhos de Jervis começaram a perder a cor, então, Jervis Floyd estava morto...

A aura de Jim foi desativada e o mundo de Jervis deixou de existir, levando Jim de volta ao mundo real, Jim colocou a mão em seu olho direito e começou a andar tristemente na direção da casa de sua prima...Agora ele tinha certeza que o inferno iria começar.


Continua....
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2020.06.06 18:50 TrisAnne Não consegui pensar num título pra isso, mas vamos de babaquice.

Olá Luba, editores e pessoas que estão a ver. Pensei por muito tempo o que escrever para você, e acho que essa é boa história, quem sabe até mesmo para dar exemplo, é isso :)
Há uns meses conheci um cara através da minha melhor da amiga (ou era naquele tempo), ela me falava bastante sobre ele, me mostrava fotos e tudo como quem quisesse me jogar para cima. Ela dizia que ele queria meu número, pois aparentava ter se interessado também, já bem ao contrário de mim, mas ainda sim começamos a nos falar. Viramos amigos e ele sempre demosntrava bastante interresse. Nota: ela dizia que esse cara era praticamente irmão dela, cresceram juntos e etc. Meses iam se passando, nós conversando, e ele sempre bem cavalheiro, amigo e apaixonado, mas eu também não o via, como morávamos um pouco distante e eu não tinha tanto interesse, para mim nossas conversas bastavam (e ela sempre me falando mais e mais dele, ao mesmo que demonstrava ter ciúmes da nossa aproximação, ppr vezes ela chegava a se zangar com isso). Após algum tempo, de tanto conversarmos, eu comecei a me interessar por ele, mas obviamente almejava conhece-lo e passar de meras mensagens, só que esse "ver pessoalmente" nunca dava certo, NUNCA! O que eu estranhava era que ela sempre conseguia ver ele, mas quando era comigo algo sempre dava errado, obviamente eu não me sentia no direito de cobrar nada e entendia que podia apenas ser azar. Depois de um tempo já gostando bastante dele, por conta de alguns problemas familiares eu tive que sair de casa (na verdade me tiraram), e passei uns meses num abrigo para meninas em situação de risco (daí você imagina o tamanho do problema), durante esses meses ela sempre ia me visitar e me levava coisinhas para me alegrar, pois foi no tempo em que me diagnostiquei com depressão, um desses presentes até, esse carinha havia mandando por ela, e eu amava aquilo tudo pois era a alegria momentânea que eu tinha longe da minha mãe e irmãos. Quando saí do abrigo, em que fui morar com outra parte da família, eu comecei a sair mais para me distrair e etc, e ansiosa para finalmente vê-lo, mesmo que nunca tenha acontecido. Depois de uns dias conheci uma garota de travalhava no mesmo local que ela e começamos a ser amigas também (até hoje somos), e essa mesma garota (vamos chama-la de Elli) disse-me que também havia conhecido um cara através dela mas que nunca o conseguia ver (sim, aqui a coisa fica pesada), eu obviamente estranhei isso, principalmente porque essa minha "melhor amiga" havia contado diversas histórias de que eu já o havia encontrado (de acordo com ela), que namorávamos e etc, ou seja, apenas para alimentar o álibi de que a garota podia confiar nela. Na mesma hora dismenti tudo, e aí começamos a prestar atenção nas coisas que ambos falavam (ela e os seus dois amigos), era uma mentira atrás de outra, eu insistia por mensagem para vê-lo, mas esse cara sempre tinha uma desculpa, e o outro que se envolvera com a Elli da mesma forma. Fomos atrás das redes sociais do cara que Elli se envolvia, e nem era seu nome verdadeiro o quão se apresentava, o meu era, mas ele vivia postando foto com uma garota, o que não tinha sentido se dizia gostar tanto de mim, já até tinha questionado sobre isso para ambos, mas sempre inventavam desculpas. Eu e Elli começamos a investigar tudo, sempre fingindo estar tudo bem para eles nas mensagens e para "nossa amiga", até que tudo apontava para que na verdade não estivéssemos conversando com os verdadeiros caras (veja bem, eles nos mandavam áudio e tudo para manter o álibi), mas nossa suposição era que roubavam isso. No momento não tínhamos suspeito, mas sabíamos que ela mentia pra nós. Quando foi na virada no ano, eu e uns amigos estávamos nos divertindo e dançando, eu me sentia tão bem naquele dia, como se eu não tivesse problemas a enfrentar no dia seguinte, até que por coincidência, o mesmo cara que eu conversava a meses estava vindo em minha direção, eu obviamente gelei, não por pensar ser a primeira vez que o veria, mas por saber que algo estava errado, e estava. Ele passou por mim, eu não me reconheceu, e atrás dele, a garota das fotos estava segurando sua mão (eles namoravam). Naquele momento o tempo pareceu ter parado completamente, eu tive uma crise de ansiedade altíssima, por ele? Não, não mais. Mas por ter confirmado que minha melhor amiga havia feito aquilo comigo e ainda com outra garota que não merecia. Aquilo doeu, doeu demais. Naquela mesma noite liguei para Elli e confirmei tudo, obviamente Elli pirou como eu, e soltou o verbo para a suposta amiga que tínhamos. Ela negou tudo, todos negaram, inventaram mil histórias, até disse que na verdade não me visto, e ela ainda ousou dizer que se sentia ofendida com tais acusações, tamanho cinismo só me enchia de raiva. Eu fui atrás do verdadeiro cara em suas redes sociais, e ele me confirmou que não a conhecia, e ligando os pontos do que eu havia vivido, na forma que todos se comportavam de forma tão parecida, entre coisas que descobri pela própria família dela, tudo apontava para que na verdade, durante todos aqueles meses eu conversava com ELA, sim, com ela. Ainda descobri que não fomos as primeiras vítimas, na verdade tiveram muitas garotas com que ela fez isso. Se aproximava para ser amiga, apresentava esses caras, e se passava por eles, principalmente com garotas que tinhas o emocional fragilizado por algum problema, o que só a tornava mais baixa. Ela veio se passando por eles me pedindo perdão, e ainda se vitimizando, passei noites sem dormir por contas disso, porque eu a via como irmã, ela jurava, até chorava, que não era ele, que tudo aquilo era real, mas sequer consegue provar. Acredito que foi uma das piores fases da minha vida, mas também foi algo que me tornou mais atenta para relacionamentos abusivos, porque era exatamente o que tínhamos. Eu e Elli apenas tentamos esquecer. Bem, essa é uma das milhões de histórias que tenho, se um dia você chegar a ler isso, agradeço por ter lido até aqui. Lhe admiro muito, e durante essas fases difíceis, de sair de casa a depressão, você foi minha luz no fim do túnel, e não tenho palavras pra mensurar isso. Beijos, <3
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2020.04.22 04:32 ihattori nerd zé droguinha fodase k k k

OBS: fiz esse texto com o objetivo de recapitular esses últimos meses conturbados na qual minha vida mudou completamente e acabou ficando um texto gigante, então não espero que alguém leia (até eu to com preguiça de ler isso).

Desde os meus 12 anos fui um clássico adolescente fracassado. Ficava praticamente o dia inteiro no computador e só saia para comer ou fazer algo que era obrigado, na escola só falava com uns três amigos mesmo que tenha ficado na mesma turma desde o primeiro ano do fundamental e no Whatsapp não falava com praticamente ninguém. Porém antes eu não era assim, dava pra se dizer que eu era uma pessoa até que normal, mesmo que desde pequeno não tinha muitas habilidades sociais e sempre fui introvertido. Até que conversava com algumas pessoas na escola, saia para dar rolê pelo bairro, praticava esportes e essas coisas. Tudo começou a mudar quando meu tio morreu e isso desestabilizou toda a minha família, comecei a sofrer bullying na escola e coincidentemente conheci a pornografia.
Então minha rotina se tornou acordar praticamente na hora do almoço, ir para a escola esperando a hora de voltar para casa e quando chegava em casa ficava no computador jogando algo, vendo vídeos fúteis no youtube ou consumindo pornografia, que acabou se tornando um vício diário. Depois eu ia dormir umas duas horas da manhã e este ciclo se repetia sempre, raramente mudava. Isso foi até meus 15 anos, quando entrei pro ensino médio e comecei a estudar de manhã, então eu pelo menos acordava cedo e não ia dormir extremamente tarde. Porém os vícios somente mudaram de hora, pois eu chegava do colégio e ficava praticamente o resto do dia inteiro no computador. Na nova turma demorei praticamente dois meses para começar a socializar de fato, eu só ficava calado no meu mundinho esperando a hora de voltar para casa.
Minha relação com as mulheres também não era muito boa, eu tinha fucking 15 anos e ainda não tinha nem beijado. Não foi por falta de oportunidades, pois minha aparência até que é boa e eu não era um beta completo que não consegue nem falar com mulheres. Tinha perdido todas as oportunidades quando criança e quanto mais o tempo passava menos elas surgiam, até que chegou a um ponto que elas nem apareciam mais e eu tava tão imerso na minha zona de conforto que nem tinha vontade de criar as oportunidades e ir atrás de mulheres. Acho que não dava nem pra se dizer que eu era um beta, creio que cheguei abaixo desse nível pois eu nem chegava a tentar.
Até que aconteceu algo que mudou tudo. Uma colega minha tinha criado um grupo de umas pessoas que sentavam próximas na sala de aula e como eu falava um pouco com ela me colocou também. Nesse grupo ela também tinha colocado uma guria que tinha me chamado a atenção desde o inicio das aulas, pois ela tinha tanto uma aparência quanto um estilo diferenciados e ao mesmo minimalista, nada muito vulgar. Por esse grupo a galera falava mais sobre algumas coisas da aula mesmo, pois a maioria ainda tava se conhecendo. Eu até que interagia um pouco nesse grupo, pois tinha percebido que não interagia com praticamente ninguém da turma em mais ou menos 2 meses de aula. Até que um dia por causa de um trabalho que uma professora tinha dado entramos no assunto de pirâmide e eu sempre me interessei por tal assunto, e é aí que tudo começa.
A conversa foi rolando e chegou uma hora que só ficou eu e aquela moça que eu tinha me interessado conversando. E, namoral, fazia tempo que eu não tinha uma conversa tão boa, fluía muito bem tanto que começou no assunto de pirâmides e quando vê estávamos falando sobre brócolis (???). Mas o que chamou minha atenção foi que ela tinha umas ideias meio diferentes, curtia falar sobre coisas alternativas (tanto que a conversa começou com pirâmides e ETs) e isso também chamou a atenção dela, pois ela mesmo disse que se interessava muito sobre essas coisas e que nunca tinha ninguém para falar sobre. (exemplos de "coisas alternativas": ETs, filosofia, sociedades secretas, teorias, leis universais, espiritualidade, arte, geometria sagrada, etc.)
As ideias fechavam tão bem que em praticamente dois dias eu já tava apaixonado (modo beta ativado KKKK). Antes disso eu achava que já tinha me apaixonado, mas nenhum sentimento que eu já tinha tido por alguém chegava perto daquilo. Com isso, comecei a refletir sobre a minha vida e cada vez mais eu me ligava que eu era um lixo, não merecia ela e nem conseguiria a conquistar. Então comecei a usar a motivação que a paixão me proporcionava para meu auto-desenvolver.
Aí comecei a pesquisar no youtube diversos canais sobre desenvolvimento pessoal e ficava grande parte do tempo vendo eles, comecei a praticar no-fap (mesmo sem saber o que era, fui descobrir depois de começar a praticar) logo depois comecei a ler livros, me exercitar, cheguei até a tomar banho gelado e ficava muito menos tempo no computador. Também via muitas coisas sobre conquista e sedução, porque eu não tinha muita experiência com mulheres e queria usar de todas as ferramentas para conseguir ficar com ela.
Até ai tudo bem, estava me sentindo vivo depois de tanto tempo vivendo com um sentimento de vazio, estava com motivação para melhor como pessoa, tinha encontrado alguém que se interessava pelas mesmas coisas que eu, etc. Maas tudo têm dois polos e isso não é diferente. Como conversava com ela praticamente todo dia, acabei me viciando nela e isso virou meio que uma droga, pois quando eu tava falando com ela ficava num estado eufórico e estava extremamente motivado, porém quando via que ela demorava pra responder ficava num estado muito depressivo. Ela também diariamente ficava em call com um colega nosso (pior que ele era um zé droguinha k k) e isso me deixava muito fudido emocionalmente.
Com o tempo começamos a nos falar menos (normal, pois conversávamos todo dia) e descobri que ela gostava de um outro mlk de outra turma (zé droguinha repetente também KKK) e mesmo sabendo que ela já gostava dele antes de me conhecer isso me deixou mais mal ainda. Mesmo com tudo isso, continuava com essas variações de humor quando falava com ela e quando não falava, porém de um modo mais extremo, muitas vezes até pensando em suicídio. E era justamente isso que me impedia de criar intimidade com ela, era por isso que ela preferia os "zé droguinhas". Eles não estavam ligando pra ela, e para mim ela era única, eu sabia que não iria achar outra moça como ela tão facilmente. Isso me impedia de ser natural e de não tratar ela como a última pessoa do mundo, mesmo que eu tentasse isso é sútil e faz toda a diferença.
O tempo foi passando e eu estava perdido, sem saber o que fazer. Cheio de informação e sem saber como aplicar, e ai entra outro erro meu. Fiquei vendo diversos vídeos sobre conquista chegou um ponto que não sabia o que por na prática, se me declarava pra ela ou deixava rolar, se dava atenção para ela ou vivia minha vida normalmente pra mostrar para ela que ela não era prioridade arriscando perder contato com ela, etc. E eu acabei ficando nessa inércia, continuava falando direto com ela mas não conseguia evoluir na relação, pois sempre que tentava algo como iniciar um flerte ela meio que se esquivava. Assim foi até que um dia descobri que ela não estava mais apaixonada, e achei muito estranho pois nem sabia que ela estava. Fiquei feliz pois melhor para mim, porém o cenário mudou completamente quando descobri que na verdade ela estava apaixonada por mim.
Isso me deixou pior do que eu já tava, pois eu fiquei me sentindo um lixo por ter perdido a oportunidade. Tipo, não importava o que eu fizesse tinha grandes chances de dar certo porque ela tava fucking apaixonada por mim, porém eu não fiz simplesmente nada. Isso explica também o motivo dela se esquivar quando eu tentava algo, porém avaliei a situação e era muito óbvio o interesse dela em mim, só que eu estava com tanto medo de agir que ignorava os sinais. Mas mesmo assim em todo esse tempo nunca paramos de nos falar, somente tinha algumas pausas temporárias e agora tinha percebido que ela estava diferente, parecia não ligar tanto pra mim.
Não bastasse isso, nesse mesmo período descobri que iria me mudar no fim do ano. Isso conseguiu me deixar pior ainda, mas ao mesmo tempo feliz pois seria para Florianópolis. Aos poucos fui perdendo o sentimento por ela e consequente a motivação para manter meus hábitos. Voltei a ficar mais tempo no computador, a consumir pornografia (bem menos que antes), no fim o único hábito que consegui manter foi o da leitura. Pior que nesse tempo eu estava estudando a obra de Nietzsche e acabei me tornando niilista, nenhuma crença fazia sentido para mim, nem a vida. Para completar, estava tendo muitos atritos com minha família.
Então formou um combo: eu tinha perdido a oportunidade de ficar com ela, descobri que iria me mudar e perder o contato com todos meus poucos amigos e que iria possivelmente nunca mais ver ela, não via sentido na vida (mesmo com bastante conhecimento sobre religião, espiritualidade, etc.), e ainda estava com problemas em casa. Pelo menos como eu já tinha conseguido melhorar no quesito social por causa desse tempo em que busquei me aprimorar, pelo menos na escola eu ficava até que bem e socializava com geral.
Como eu sabia que iria me mudar, resolvi meter o fodase. Passei a não ligar pra opinião dos outros, falava com bastante gente e não estava me importando muito com desenvolvimento pessoal. Até que um dia eu estava chegando em casa e meu vizinho que era meu melhor amigo de infância me chamou pra casa dele. A gente não se fala muito pois eu tinha virado mais "nerd" e ele tinha se tornado mais "zé droguinha", mas nos dávamos bem até. Cheguei lá e tava ele e mais dois amigos, logo ele me ofereceu uma garrafa de Coca-Cola com um líquido estranho dentro e disse pra eu beber. Logo me liguei no que poderia ser, e como não estava lingando bebi tudo e ai eles me disseram que era MDMA dissolvido e que em alguns minutos o efeito iria começar. O máximo que eu já havia usado foi maconha em bong, mas isso era outro nível. Foi a melhor sensação que eu havia sentido na minha vida. Fritamos muito, os amigos dele que já eram meus conhecidos gostaram de mim e assim eu voltei a falar com esse meu amigo.
No outro dia fui pra escola sentindo um forte vazio existencial que é normal sentir depois de usar uma droga como essa, porém isso não era problema pois as 8 horas em que o efeito da droga geralmente dura valem a pena. Então, como voltei a falar com esse meu amigo conheci outros amigos dele e sem querer querendo eu estava me tornando um "zé droguinha". Não um zé droguinha no estilo favelado brasileiro, mas num estilo mais Lil Peep (que é um artista que eu ouvia pra krl na época e ainda escuto um pouco). Começou com eu indo na praça e fumando maconha e com o tempo foi piorando..
Antes disso tudo eu havia entrado numa "escola de autoconhecimento" na qual eu continuava indo mesmo depois de tudo isso ter acontecido eu ainda tinha um pouco de motivação para me auto-desenvolver. Então chegou a um ponto em que uma hora eu estava fumando em um bong e logo depois lendo um livro sobre desenvolvimento pessoal, uma hora eu estava meditando nesse curso de autoconhecimento e no outro dia estava bebendo e jogando sinuca em um bar. Eu estava completamente dividido.
Até que teve uma vez em que meu vizinho estava fazendo uma social com uns amigos e eu decidi ir ali, isso já era mais ou menos meia noite. Logo que cheguei já vi uma movimentação estranha e chegou um cara que eu não conhecia lá e tirou um pino de cocaína do bolso e foi fazendo as linhas. Todos começaram a cheirar e chegou na minha vez. Fiquei muito na dúvida, mas sempre que ficava na dúvida entre fazer algo ou não me lembrava dos anos em que perdi na frente de um computador e ia lá e inconsequentemente fazia (isso só não funcionava com a moça que eu estava apaixonado k k). Depois decidimos ir na praça e no caminho o meu amigo foi me falando da situação, disse que era a movimentação tava meio agitada pois era a terceira vez que tinha ido pegar pó e estavam sem dinheiro e o traficante disse pros caras que tinha ido pegar deixarem o relógio e o moletom com ele de garantia e que se eles não pagassem ele no outro dia ele iria matar eles. Nisso eles já estavam com uma dívida de uns 100 reais e todos estavam sem dinheiro, então decidi ajudar com os 20 reais que eu tinha sobrando e alguns deles iriam vender fones de ouvidos e carregador na estação de trem para conseguir juntar uma grana e pagar o plug.
Se você se pergunta o que os usuários ficam fazendo de madrugada drogados, é decepcionante. Ficavam falando sobre futebol, fazendo batalhas de rimas, falando sobre mina e essas coisas. Depois nós fomos dar uma volta pelo bairro, fumamos maconha e voltamos para casa e isso já era umas cinco horas da manhã. Cheguei, fui dormir e acordei as 06:30 para ir para o colégio, possivelmente ainda no efeito da maconha. As pessoas do colégio já tinham notado que eu estava diferente e algumas suspeitavam que eu estava usando drogas (de fato, eu estava), porém eu nunca tinha chegado a comprar droga, sempre usava se estava com alguém que tinha e não tinha criado nenhuma dependência. Algo que ajudou a acharem isso foi eu ter mandado uns áudios bêbado para aquele grupo em que conheci aquela moça e uma guria mandou no grupo da turma alguns desses áudios no grupo da turma (nunca mandem áudio bêbados, sério).
As pessoas da minha turma diziam me achar estranho pois no início do ano acreditavam que eu era um nerd que não falava com ninguém e agora eu conversava com todo mundo e que era um possível zé droga. E foi realmente isso que aconteceu, eu tinha parado de desperdiçar minha vida na frente de um computador e passei a desperdiçar queimando meu neurônios. Minha mãe sempre foi protetora e com razão suspeitava de mim, porém não achava que iria me envolver com essas coisas pois sempre fui tranquilo quanto a isso e também por que isso não é muito coisa de alguém que fica a maior parte do tempo no computador.
Um dia uns me chamaram para ir na praça e depois no bar jogar sinuca. Cheguei lá e eles estavam com um pino de pó, e como eu não tinha sentido bem os efeitos na primeira vez não liguei e usei de novo. Logo depois fomos para o bar e como eu estava com dinheiro decidimos comprar uma garrafa de vinho e jogar sinuca. Tomei dois copos e meio e lá estava eu, o nerd beta gamer cheirado e bêbado de vinho num bar kk. Foi uma sensação ainda melhor do que no MDMA, eu estava me sentindo um semideus, não ligava pra nada e falava coisas sem sentido. Porém, eu tinha que ir pra casa cedo e eu estava tão alterado que nem medo de chegar em casa naquele estado eu conseguia sentir, mas sabia que tinha que evitar ao máximo o contato (algo que eu já estava acostumado). Cheguei lá e vi que minha mãe já estava meio desconfiada então tentei evitar o contato mais ainda, depois fui pro computador e fiquei ouvindo música, as músicas pareciam 300% melhores enquanto eu estava naquele estado.
Fiquei um tempinho sem usar nada além de maconha as vezes e um dia fui na casa do meu amigo e notei que eles não estavam usando nada, mas tinha uma lata com um furo e já me liguei no que era, o famoso lança de baixo custo, vulgo loló/sucesso. Eu não tinha muito conhecimento sobre essa droga, só sabia que o efeito durava pouco e forte. Por isso, imaginei que fosse relativamente leve comparado a outras que já tinha experimentado. Experimentei e logo senti o famoso "tuin", meus pés e mãos começaram a formigar, meu batimento cardíaco aumentou e fiquei extremamente eufórico. Porém, depois de uns minutos o efeito passou e fiquei com uma certa dor no peito.
Vi que essa droga era muito mais forte do que eu pensava e decidi ir pesquisar sobre os efeitos colaterais dela e descobri que na verdade o que eu usei foi spray anti-respingo de solda, considerado um "crack dos inalantes" e que eu poderia até ter morrido se tivesse inalado mais. Então depois disso decidi não usar mais drogas (demorei kk), até por que eu iria me mudar em mais ou menos um mês.
E assim foi, com o tempo fui melhorando meu emocional e aprendendo a conviver com meus arrependimentos. Já faz uns 3 meses que estou morando em floripa e uns 7 em que me apaixonei por aquela moça, é bizarro pensar que tudo que aconteceu depois disso enquanto eu ainda morava no RS aconteceu em mais ou menos 4 meses. Estou tentando repor os hábitos e por alguns outros na minha rotina para meu desenvolvimento pessoal e pôr em prática o que aprendi depois de tantos livros lidos e tantos vídeos de auto-desenvolvimento assistidos. Por mais que tenha sido um período bem difícil, foi o período na qual mais aprendi e agora consigo equilibrar meu lado "nerd" e meu lado "zé droguinha", chegando a um equilíbrio. (OBS: perdi o bvl e a virgindade, finalmente).
Escrevi isso só para organizar toda essa série de acontecimento na minha cabeça, pois até hoje eu nem tinha entendido direito o que aconteceu, as coisas ficam muito vagas somente no plano mental. Se tu leu esse texto mau escrito até aqui tu é um guerreiro, pois nem eu to com vontade de ler tudo isso.
Algumas dicas que vou usar para mim mesmo, baseado no que extrai desse período da minha vida:
-Se quiser conquistar alguém, seja você mesmo e não torne a outra pessoa o centro da tua vida.
-A mentalidade de pensar "eu vou morrer mesmo" pra alguma decisão é boa, se usada conscientemente. Memento mori, carpe diem.
-Quanto maior o extremo de algo pior seus efeitos colaterais, e isso é uma lei. As drogas demonstram isso bem, pois quanto melhor o efeito e maior a acessibilidade da droga pior são seus efeitos colaterais. Ser um "nerd" é ruim mas tem seu lado bom, com ser "zé droguinha" não é diferente. A chave é o equilíbrio.
-São nas piores situações que mais evoluímos.
-Mais vale um livro compreendido e praticado do que 30 simplesmente lidos.
-Cuidado com as influência que recebe. Certamente se eu não ouvisse Lil Peep e não andasse com quem estava andando não teria sequer tocado numa droga KKK.
-Uma conversa aleatória com uma pessoa desconhecida pode mudar toda tua vida.
-Hábitos bons vão te ajudar muito, mas não vão fazer nada por ti.
-Não espere pelo momento perfeito para agir.
-Não fique devendo pro traficante
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2020.02.21 14:56 AdsonLeo [Encontro Miojo] Coração de Palha (1º Lv; D&D 5e)

Olá pessoal. Segue uma aventura que publiquei há um bom tempo em um blog pessoal. Fazia parte de um draft inicial para testar o formato do blog e ver se dava certo e se eu conseguiria formatar algo que fosse nas linhas da 5ª edição e funcionasse como uma aventura rápida e digestível mas ainda assim profunda e que desse ganchos e opções. Também tinha como objetivo servir de complemento ao conto postado anteriormente, para dar mais valor a cada um dos conteúdos.
Depois de um tempo parado decidi postar aqui, onde há mais visibilidade que um blog com divulgação zero da minha parte. O objetivo é mesmo divulgar o meu... trabalho, não sei... e receber opiniões. Quem se sentir confortável para dar um feedback ficarei muito grato. A ideia é trazer mais coisas como essas caso seja um conteúdo válido e que as pessoas tenham algum interesse.
Para aqueles interessados o conto Voo de Asas Cortadas serve de prelúdio para essa aventura e, além de ser uma leitura legal, te ajudará a dar cara aos personagens e clima ao cenário. Como com qualquer aventura pronta, no momento que você a pega ela é sua. Faça o que bem entender! A única coisa que peço é para que, caso se divirta e use elementos dela, dê o devido crédito ao blog e autor (no caso eu). Ajuda bastante!
Este encontro é feito para um grupo de aventureiros de primeiro nível mas, como sempre, use como achar melhor. Mesmo que os encontros sejam fáceis no final o importante é a história e as consequência que virão dela. Nomes apresentados em negrito significam uma criatura presente em algum livro de D&D 5ª edição. Logo depois dele, entre parênteses, virá uma notação com o livro e a página. Sem mais delongas, fiquem com o miojão... digo, encontro de hoje.

Ganchos de Aventura

Seja como one-shot ou um episódio de uma campanha, você pode usar esse encontro da forma que quiser. Os aventureiros atravessaram uma névoa misteriosa e se encontram num local desconhecido. Ou os moradores de uma vila buscam ajuda para lidar com o casarão assombrado que fica afastado. Talvez todos que foram investigar o local não voltaram, e aqueles que passam lá perto escutam vozes e sons indicando atividade, porém estão assutados demais para se aproximarem. Quem sabe seja a casa de uma antiga companheira dos aventureiros, que resolveram passar para uma visita rápida.
Seja como for, o grupo se encontra de frente à propriedade sombria.

Localização

Mesmo durante o dia uma névoa mantém tudo escurecido e os aventureiros não enxergam muito longe. Vá descrevendo e dando os detalhes a medida que se aproximarem de cada estrutura. A propriedade consiste de uma casa, uma plantação pequena e um celeiro. Básico. Alguns corvos se empoleiram nos telhados das construções e voam preguiçosamente em círculos sobre o grupo. As aves crocitam constantemente, formando uma melodia macabra.

1. Casarão Abandonado

A casa pode ser tão pequena ou grande como você quiser. Ela está velha e suja, poeira por todo lado e teias de aranha muito densas nos cantos, além de parecer completamente abandonada. Distribua cômodos e mobília como quiser. Peça um Dexterity Saving Thrown de DC 13 para o primeiro que entrar. Numa falha ele leva 3 (1d6) pontos de dano piercing quando o chão se rompe sobre seus pés e as lascas de madeira perfuram sua perna.
O chão range constantemente e o grupo começa a ouvir vozes infantis vindo de algum lugar do alto da casa. As vozes dizem "Papa, papa" e, se decidirem investigar, eles se deparam com 4 (2d4) corvos, Raven (Monster Manual, 332). As aves imitam o som humano e pouco a pouco se empoleiram nas janelas, observando com seus pequenos olhos negros os aventureiros. Caso alguém ataque as aves elas voam ao redor dos personagens e os atacam com bicadas até que metade delas tenha sido derrotadas, no que as demais voam pela janela mais próxima.
Pela casa é possível encontrar retratos de um casal e, dentre as coisas esperadas numa casa normal, roupas para um bebê semi-costuradas. Um sucesso em um teste de Intelligence (investigation) DC 18 revela uma abertura secreta em um dos quartos. Dentro estão presentes antigas roupas de viagem, um foco arcano na forma de um pé de um ave de rapina, um manto de penas negras e uma algibeira com 10 gemas no valor de 50 pesos de ouro cada. Esse é todo o tesouro na casa além de kits de cozinha e outros utensílios domésticos comuns.

2. Plantação

Nada saudável cresce neste local, e a estacas de madeira pendem tortas onde antes um espantalho estaria. Caso os aventureiros tenham atacado os corvos na área 1 e pelo menos um tenha fugido o espantalho na área 3 fica ciente da presença deles e se disfarça como um objeto no centro da plantação. Um sucesso em um teste de Wisdom (perception) DC 16 revela sinais de movimento recente vindo do celeiro.
O espantalho se defende caso seja descoberto e atacado. Caso contrário espera os aventureiros passarem por ele e os pega de surpresa, tentando assustar um deles na primeira rodada. Se iniciar o turno com metade ou menos de vida, o espantalho foge para o celeiro, mudando claramente de postura, indo da ferocidade e loucura anterior para medo e desespero. Os corvos sobreviventes o seguem.

3. O Celeiro

A construção não é muito grande e está tão velha quanto o casarão. Com um sucesso em um teste de Wisdom (perception) DC 12 é possível ouvir o constante crocitar misturado com os sons de "Papa, papa" vindo de dentro. A porta está trancada e é possível abri-la com um sucesso em um teste de Strength (athletics) DC 15. As janelas estão barradas por tábuas de madeira pregadas.
O interior possui algumas caixas e sacos, mas o que mais chama a atenção é uma grande quantidade de cascas de ovo e penas negras espalhadas pelo local. Dentro de uma gaiola na extremidade oposta à entrada se encontra uma corvo (igualmente um Raven) enorme, que se vira para os aventureiros assim que eles entram. O local é escuro e a única iluminação presente é a fraca luz do sol filtrada pela névoa vinda da porta aberta. Na escuridão é possível ver o brilho de dezenas de olhos os observando em variadas alturas enquanto crocitam e repetem as palavras.
Dentro também está um espantalho, Scarecrow (MM, 268). Caso os aventureiros não consigam abrir a porta do celeiro na primeira tentativa o espantalho tem tempo para se esconder. Faça um teste de Dexterity (stealth) com vantagem para ele, ou use a stealth passiva (10 + Mod. de Dex. + 5 proveniente da vantagem) para pegar os aventureiros de surpresa caso eles tenham forçado a porta. Execute aqui a luta descrita no segundo parágrafo da área 2.
Tenha o espantalho fugido para cá ou lutado já no celeiro, com um terço da sua vida ele muda de atitude repentinamente e se joga de joelhos em frente aos aventureiros. Ele não fala mas entende comum, e tenta se comunicar desesperadamente por meio de gestos. Um teste bem sucedido de Wisdom (insight) ou Intelligence (investigation) DC 10 permite aos personagens entenderem o básico da mensagem.
O espantalho pede calma e diz não querer lutar, mas só consegue manter-se longe da loucura por pouco tempo. A cada poucos segundos ele agarra a cabeça, a balança forte e olha em direção aos corvos que os observam antes de voltar ao normal. Ele pede os aventureiros para libertarem a ave dentro da gaiola e os leva para um canto do celeiro. Neste canto, deitado no chão desacordado e acorrentado, está um humanoide meio corvo do tamanho de uma criança humana, um kenku, com a pele exposta em locais que suas penas foram arrancadas. O espantalho pede para que matem esse ser.
O kenku não possui nenhuma opção ofensiva, tem apenas 1 HP e qualquer ataque contra ele automaticamente acerta. Depois de morto, o kenku retorna à forma de uma criança humana. Todos os corvos no local, 10 (5d4) Raven, atacam os aventureiros, e a ave dentro da gaiola crocita o mais alto possível, se lançando contra as barras.
Caso libertem a corvo antes de matarem o kenku, ela tenta protegê-lo a todo custo, se interpondo entre o espantalho, os aventureiros e ele. Se já o tenham matado ou o façam, ela tenta voar para longe. Todos os corvos no local a seguem numa revoada.
Se, no final, decidirem por libertar a corvo aprisionada e manter ela e o kenku vivos, o humanoide não acorda de jeito nenhum e a ave não sai do seu lado. Os corvos no local pouco a pouco se aproximam, vindo pelo chão e se empoleirando mais próximos da cena.
Independente do que acontecer o espantalho volta à loucura e ataca o grupo novamente, lutando até a morte. Se eles forem gentis com a corvo todas as aves no local os ajudam contra o espantalho. Se a atacarem todas as aves lutam até a morte contra eles.
É possível se comunicar telepaticamente com a corvo presa. Ela revela toda a história do conto, inclusive que se chama Magleth e como ela, o marido e o filho foram transformados por servos da Rainha Corvo e não conseguem se livrar desta maldição de forma alguma, apesar de que em alguns momentos a magia vacila e o marido parece recobrar a consciência. Ela pede para que enterrem, cremem, ou executem algum outro ritual para libertar a alma da criança. Com isso feito ela se vê livre para voar com seus outros filhos ou talvez se unir ao grupo e tentar voltar à sua forma humana.
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2019.12.28 05:51 altovaliriano GRRM deixou a peteca cair? [Parte 2]

Link: https://towerofthehand.com/blog/2014/01/12-did-grrm-drop-ball/index.html
Título original: Did George R. R. Martin drop the ball?

[Link para a Parte 1]
Stefan Sasse : Não tente me convencer da qualidade literária de nada comparando-a com O Senhor dos Anéis - acho os livros um tédio. Eles são, para mim, o principal exemplo de informação inútil e subtramas estúpidas destruindo as coisas interessantes. Mas aí eu estou fugindo do assunto.
Eu realmente não ligo para Essos também – a importância daquele lugar reside no fato de termos que saber de tudo aquilo antes que venha a se tornar importante. É importante para a missão de Dany e para delinear a conspiração Varys-Illyrio, eu penso.
Mas acho que se resume a uma questão de gosto. Você está definitivamente certo de que há partes do Festimdança que poderiam ser cortadas e ainda teríamos o mesmo enredo, mesmo que eu queira enfatizar que gosto delas e não gostaria de vê-las desaparecer. Para mim elas são importantes na construção do mundo. É gosto, eu acho.
Mas vamos avançar para o próximo ponto sobre o(s) livro(s). Argumentei desde o início que é importante visualizá-los como um único volume em vez de dois volumes separados, e é por isso que eu os chamo de Festimdança (quando não estou me referindo especificamente a um deles). Ambas as histórias são muito profundamente entrelaçadas, e somente quando lidas juntas – na ordem de leitura sugerida por Sean T. Collin, por exemplo – é que você poderá desbloquear o verdadeiro potencial delas, que reside principalmente nos temas governo, guerra e paz. Chamei a multidão de tramas entrelaçadas de "A Guerra no Norte", "A Paz no Norte", "A Guerra no Leste" e "A Paz no Leste" porque Jon e Dany tentam governar sob circunstâncias muito difíceis e diversas, e ambos fracassam. Até certo ponto, esse desenvolvimento é refletido pelas tentativas de Cersei de governar em Porto Real, que são um assunto incidental neste tópico.
Somente quando vistos em conjunto Festimdança se torna um livro muito bom (comparado à experiência bastante medíocre de que você e muitos outros se queixam). Fiquei decepcionado no começo. É por isso que definitivamente concordo com sua avaliação anterior de que foi definitivamente a errada a decisão de George de dividir o livro da maneira que ele fez.
Remy Verhoeve : Suponho que me valer de O Senhor dos Anéis foi uma péssima jogada. Nada como duzentas páginas expositivas sobre os hobbits antes de a história sequer começar... (ainda assim, uma vez que começa a rolar... não, foi um exemplo ruim). Suponho que há uma importância para Essos, já que Martin gasta tanto tempo construindo-o para nós. Mas quando não atrai o leitor (e aqui parecemos concordar que Essos não é muito interessante) por que devo me importar mais tarde durante a história sobre o que acontece ou não acontece em Essos?
Não li os livros na ordem sugerida, mas não me importaria de tentar. Só tenho medo – e falo sério – de reler aqueles capítulos horríveis de Tyrion e Daenerys (os capítulos de Jon são ligeiramente mais interessantes, em geral). Embora eu possa reler qualquer capítulo dos três primeiros livros com alegria, não suporto ler sobre Daenerys sentada ali conversando com todos aqueles personagens que não consigo distinguir.
Os livros também se tornaram mais repetitivos, e estou quase arrancando os olhos sempre que leio outro "Onde quer que as putas vão". Você está certo de que a história provavelmente precisava diminuir de intensidade para reconstruir o momento. Concordo com isso. Mas mesmo nos capítulos e momentos mais silenciosos dos três primeiros livros, Martin mantém o leitor envolvido e interessado.
Sim, existem temas abrangentes, e as semelhanças entre as histórias de Jon e Dany são agradáveis ​​e os vinculam aos pólos "gelo" e "fogo" da balança. Mas há muita encheção de linguiça. Muita encheção, mesmo para um entusiasta como eu. Veja os capítulos de Bran em Dança. Eles se movem rapidamente. E em três capítulos o arco de Bran para o livro está pronto e parece satisfatório. Parece uma continuação natural de sua história dos três primeiros livros. Daí olhe para o arco da história de Tyrion. Tudo o que ele faz é viajar e dar espaço para exposições.
Stefan Sasse : Eu não seria tão rápido em vincular isso à qualidade, por si só. Está diferente, tudo bem –ac não vou negar isso. Afinal, não adiantaria, pois está óbvio. É como reclamar que o quarto ato do drama clássico não oferece tanto quanto o terceiro. A história precisa se resumir para poder recuperar o ritmo novamente no quinto ato. No caso de "A Song of Ice and Fire", estamos falando de uma estrutura de três atos, é claro, mas isso não altera a questão.
Eu diria que Festimdança nos permite aprofundar questões que os três primeiros livros apenas tangenciaram, uma vez que estávamos muito envolvidos nas perspectivas dos agentes principais. O conflito foi intenso e relativamente curto, e precisava ser contado de diferentes perspectivas.
Porém, Festimdança permite que nos aprofundemos em outras questões. Um dos pontos mais importantes é o enredo de Brienne, que é o primeiro olhar verdadeiro para o mundo do “Time dos Plebeus” (fora aqueles capítulos de aventura de Arya). É impossível imaginar o monólogo de Septão Meribald sobre os Homens Quebrados (que também é exposição, lembre-se) nos três primeiros e mais compactos romances. Mas é fundamental entender o que esses livros verdadeiramente falam sobre. E o processo de paz que compõe grande parte da política da Festimdança (exceto, notadamente, na campanha de guerra de Stannis no Norte) é uma tarefa árdua, sim. E assim foi deliberadamente concebida para ser, acredito.
Adam Feldman, do Meereenese Blot, argumentou de forma convincente que o que Martin está propondo é um processo de paz altamente complexo, tedioso e opaco, precisamente porque manter a paz é complexo, tedioso e opaco. Existem muitas camadas em toda a história e em toda a tediosidade. Camadas que pedem para serem analisadas e afastadas. Feldman, por exemplo, defendeu que Daario Naharis e Hizdahr zo Loraq personificam as opções da guerra e paz para Dany. Os beijos de um são quentes e emocionantes, os do outro são tépidos. Mas, como insiste a Graça Verde, a paz é uma pérola sem preço. Infelizmente, não há como entrar nestes pontos sem literalmente demolir tudo. A menos que você espelhe isso na narrativa, que é o que Martin faz.
Obviamente, ele arriscou a ira do fandom por causa dessa mudança, especialmente porque a dedicada fanbase levou mais de dois anos para entender o cerne da questão. Entretanto, aqui o desapego de GRRM pela fanbase é útil. Ele não precisa titubear diante dos fãs, já ele não parece se importar. E assim ele pode basicamente escrever a história em seu próprio tempo, com o melhor resultado que ele acha que pode alcançar. Na maioria do tempo, isso se mostrou recompensador (embora, como observado, a divisão dos livros não pareça uma decisão sábia, olhando em retrospectiva).
Já espero que você discorde veementemente com relação o tratamento de Martin com sua fanbase, é claro, mas, por favor, também leve em consideração o que eu disse sobre a narrativa.
Remy Verhoeve : Está diferente. E eu diria que um fator é que, de fato, a qualidade não é tão boa quanto costumava ser. Não estou dizendo que menos qualidade é a única razão pela qual Dança não se tornou um dos favoritos. Se você olhar, digamos, A Fúria dos Reis e A Dança dos Dragões lado a lado, existem vários elementos que tornam o primeiro bom e o segundo não tão bom.
No lado técnico, eu argumentaria que há muito mais erros de digitação e erros editoriais em Dança. Às vezes, o livro parece uma compilação feita às pressas, o que tenho certeza de que foi. Desenhar sobre uma tela maior também reduz a qualidade da pintura. Onde os três primeiros livros parecem compactos, Festimdança incha conforme o número de capítulos de POVs aumenta. A tal ponto que temos tantos personagens novos que Martin começa a lutar para torná-los especiais.
Veja personagens antigos como Sansa, Arya ou Tyrion, por exemplo. Você pode definir rapidamente essas personas por um número de características distintas. Eles são completamente bem caracterizados. Nos primeiros capítulos, você pode começar a formar uma imagem dessas pessoas em sua mente. No caso dos novos POVs, eles começam a se misturar, não são mais tão únicos e – para mim, pelo menos – tornam-se menos interessantes porque estão "apenas lá".
Em alguns desses novos POVs eu enxergo certas qualidades redentoras porque elas estão em uma história interessante ou foram melhor desenhadas (Asha Greyjoy me vem à mente), mas outros são muito genéricos em comparação com os POVs 'originais'. Até Melisandre, que permaneceu um dos grandes e interessantes mistérios da série, é reduzida a um ponto de vista não muito interessante (foi um grande erro em dar a ela – e a Sor Barristan – pontos de vista, eu acho; estes são personagens épicos que só devemos ver de fora; outra falha em minha opinião).
Eu também argumentaria que foi péssimo jogar, de repente, Jovem Griff na história em um momento tão tardio – embora eu esteja ciente de que ele poderia ser um arenque vermelho [red herring]. No entanto, antes dessa 'reviravolta', eventos importantes na narrativa foram profusamente ofuscados. Jovem Griff parece surgir do nada, o que contribuiu para uma experiência, na verdade, chocante. O POV de Barristan também é muito genérico. Martin precisa equilibrar todo o conhecimento que um personagem como Selmy tem para não revelar muito. E o resultado é, bem, não muito especial.
Não estou reclamando de nada ser diferente, aí é você colocando palavras na minha boca. Estou argumentando que a qualidade da redação é reduzida. Não me importo das coisas serem 'diferentes' porque, se tudo é igual, também não é muito interessante. A história fornece personagens, enredos e localidades muito diferentes. E geralmente estou interessado na maior parte deles, seja um capítulo "quieto" ou cheio de ação e aventura.
A escrita está tão diferente que eu e outras pessoas de fato já cogitamos se algumas partes não foram escritas por ghost-writers. No momento em que não parece mais com As Crônicas de Gelo e Fogo, podemos perguntar se é porque está diferente ou se é porque não está tão bom como costumava ser (tecnicamente).
Na verdade, eu não me importo com as histórias reais apresentadas em Festimdança. Gosto dos conceitos apresentados, incluindo as viagens de Brienne, os problemas políticos de Dany, o desvio de Jaime para Correrrio etc. (o único enredo em que sinto que Martin saiu terrivelmente do curso foi o de Tyrion). É uma questão de como essas histórias são executadas que deixa algo a desejar. Os personagens parecem ter perdido suas características. O diálogo perdeu a nitidez. Tantas cenas pareciam escritas para chocar, em vez de aprofundar a história. Tantos erros gramaticais que escaparam ao processo de edição. A repentina mudança nos títulos de capítulos, em vez de manter a estrutura no lugar, para que a série possa parecer mais com um todo.
Quanto a ver o mundo da perspectiva do “Time Plebeu”, com certeza é bom, mas será que realmente precisamos de um arco inteiro para isso? Pessoalmente, senti que o Time Plebeu já estava bem representado nos capítulos de Arya – através de suas jornadas, vemos realmente como a guerra afetou a população.
Prefiro dizer que os capítulos de Brienne permitiram que Martin colocasse um elemento que ele realmente não havia destacado antes - o religioso. De repente, com Festim, sacerdotes, monges e crenças são jogados na mistura de uma maneira um tanto abrupta. Ela exemplifica como Martin, tardiamente, decidiu que não havia dedicado tempo suficiente à religião. Afinal, a religião era tão importante nos tempos medievais e ele também assim queria, e ficamos com um aumento repentino na exposição sobre religião em Westeros. Alguém poderia arguir que esse é outro ponto contra os livros mais recentes - parece que Martin quer cobrir todas os pontos. Em vez disso, ele poderia ter mantido o foco mais restrito. Ninguém disse que ele precisava incluir tudo o que tem a ver com a história medieval.
Eu tenho o mesmo sentimento na Dança quando, de repente, o rito da prima noctis é mencionado pela primeira vez em mais de 3000 páginas. Como se Martin tivesse assistido Coração Valente e percebesse que ele precisava adicionar esse ritual curioso (e talvez nem verdadeiro) a sua própria obra. Quando uma obra já se estabeleceu tanto ao longo dos três primeiros livros, ela parece 'amarrada' e não soa verdadeiro quando coisas novas aparecem nos livros quatro e cinco. Especialmente quando essas coisas novas parecem que deveriam ter sido introduzidas mais cedo, se elas eram assim tão importantes.
De qualquer forma, você pode argumentar que a história de Brienne é uma maneira de vermos a luta dos plebeus com as consequências da Guerra dos Cinco Reis, enquanto eu posso arguir que a história é usada mais para apresentar e integrar facções religiosas à história. E talvez estamos ambos certos ou ambos errados (ou um de nós está certo...). Mas tudo ainda se resume à apresentação técnica.
É interessante ler sobre Brienne viajando pelas terras fluviais em busca de Sansa, quando sabemos onde Sansa está (e ela definitivamente não está por perto)? Veja bem, eu não diria que isso é uma narrativa de alta qualidade. Se houvesse alguma esperança de que Brienne pudesse encontrar Sansa, talvez isso aumentasse o interesse pela história. Ou se Brienne tivesse alguém atrás de si que representasse um perigo real, poderíamos nos preocupar com ela e, assim, estar mais envolvidos com a história. Páginas do monólogo que parecem ter sido copiadas e coladas diretamente de alguma fonte medieval (há pelo menos algumas linhas que são literalmente tiradas de algum lugar, lembro-me de protestar quando a li) não nos envolvem da mesma maneira, eu acredito.
Não há tensão, é tudo um "vamos dar uma olhada no campo". Muitas das informações recolhidas nos capítulos de Brienne parecem mais pertencer a "O Mundo de Gelo e Fogo". Mais uma vez, gosto da jornada de Brienne, mas, como narrativa, ela trabalha contra si mesma; apenas um fanático por Westeros diria que isso é uma boa narrativa. Porque você estaria tão vidrado no cenário que qualquer representação dele se torna interessante. Nossa, eu estou divagando.
No final, o enredo de Brienne poderia ter sido condensado, com alguns capítulos a menos, ou então a enorme quantidade de exposições deveriam ter sido trabalhadas na narrativa de uma maneira mais sutil. Aliás, o único objetivo dessa história (fora a exposição) é que ela dá de cara com uma certa mulher no final, o que leva ao seu confronto trilateral com Sor Jaime e Senhora Coração de Pedra, possivelmente interessante.
Quanto à paz, ou processos de paz, só posso dizer isso: a paz é a ausência de conflito, e o conflito é o que impulsiona uma narrativa. Se o "trabalho árduo", como você diz, é intencional ou não, não importa. Se você admitir que seja árduo de ler, você está, em minha opinião, admitindo que o Festimdança (ou partes dele, pelo menos) simplesmente não são tão boas. Contudo, admito que, para alguns leitores, também pode haver partes 'arrastadas' nos três primeiros livros – eu sei que existem leitores que acham os capítulos de Bran menos interessantes, por exemplo – mas esses capítulos movem a história – o que eu não tenho certeza se todos os capítulos de Festim dança realmente fazem.
Eu não me importaria se Quentyn Martell não aparecesse em Dança até o momento em que ele se apresenta na corte de Daenerys. O que teríamos perdido? Os elefantes em miniatura no Volantis? Nós realmente precisamos de tantos capítulos de Tyrion no rio ou no mar? A história poderia funcionar sem Penny?
Para que você não me entenda muito literalmente, é claro que vejo conflito em Festimdança, no nível pessoal. Há um conflito dentro de Daenerys Targaryen (vários, na verdade); há um conflito dentro de Jon Snow (talvez o mais óbvio – sua história sempre foi sobre lealdade, lealdade, honra, dever). Mas a ação exterior diminuiu, isso é verdade. Quase nada com consequência acontece até o livro terminar. “Diferente”? Sim. Mas “melhor”? Os livros antigos misturavam ação interior e exterior com grande sucesso. Por que repentinamente só estamos olhando para o próprio umbigo (por tanto tempo)?
Eu acho que seria simples demais dizer que Martin está intencionalmente tornando sua história menos interessante. Isso é uma desculpa insatisfatória. Martin sabe escrever cenas arrasadoras, sejam lentas ou não. Ou você está dando muito crédito a ele ou eu estou dando muito pouco. Pois bem, suponha que Martin queira nos mostrar que a paz é chata. Então ele teria que usar outros truques para nos manter interessados pela história. Ele nos daria personagens secundários fáceis de distinguir. Em vez disso, temos uma série de personagens com nomes semelhantes. Ele deveria elaborar o desenvolvimento do personagem de modo que acompanharíamos uma trajetória interessante. Em vez disso, Daenerys é a mesma pessoa do primeiro ao penúltimo capítulo (apesar de que, com certeza, ela não é a personagem que vimos em A Tormenta de Espadas).
Vamos deixar a interação de Martin com seus leitores para outro dia, porque só de pensar nisso sai vapor dos meus ouvidos. Eu espero que eu tenha esclarecido meus argumentos e, se algo não estiver claro, diga-me e poderemos analisar melhor esta parte do debate.
Stefan Sasse : Eu ainda acho que muitas das críticas que você faz ao(s) livro(s) vêm de uma perspectiva distinta do que está por vir. Sim, eu e muitos outros intencionalmente acreditamos que isso faz parte do todo, o que permite não se aborrecer com histórias como a de Brienne, onde nada de grande monta acontece (exceto para os personagens envolvidos, é claro). Mas, como você diz a si mesmo, para muitas pessoas, ocorria (e ocorre) o mesmo com os livros antigos.
Acho difícil na maioria das vezes lembrar minhas primeiras impressões sobre o livro, porque elas acabaram misturadas irreconhecivelmente com minha compreensão posterior e com o conhecimento decorrente de releituras. Mas tenho certeza de duas coisas: fiquei aborrecido com os capítulos de Brienne na primeira e na segunda vez que li O Festim dos Corvos em 2005 e 2006. E também não gostei muito dos capítulos de Bran nos três primeiros livros, precisamente pelo fato de que nada parecia estar acontecendo. Veja, de verdade: você precisa ser um leitor excepcionalmente perspicaz para apreciar a história do Cavaleiro da Árvore que Ri em sua primeira leitura. Se você não entende do que se trata, simplesmente acharia uma leitura muito chata a longa lista de personagens mortos há muito tempo identificados apenas por seus brasões.
O mesmo vale para as provações de Brienne. Já sabíamos que ela não encontrará Sansa (exceto naquele momento em que pensa em ir ao Vale, mas isso é descartado rapidamente). Em vez disso, nos envolvemos em uma variedade de subtramas e na resolução de subtramas (o destino de Podrick Payne, Sor Shadrich e colegas, Gendry, a Irmandade e Senhora Coração de Pedra) e também passamos por uma subnarrativa realmente atraente (especialmente na parte de Lagoa da Donzela). Mas levei um tempo para me aquecer.
Da mesma forma, ao ler A Dança dos Dragões pela primeira vez, sinceramente desejei que os capítulos de Tyrion fossem mais rápidos. Eu não conseguia lembrar nem mesmo uma das malditas cidades em ruínas que eles passam no Rhoyne. Também não fiquei particularmente intrigado com Aegon, até porque nunca gostei da “teoria da conspiração” segundo a qual Varys traficou o garoto (a qual já estava circulando há um longo tempo, assim como a de que Tyrion seria um bastardo Targaryen). Mas em releituras posteriores, quando você já sabe o que vai acontecer (como Brienne não encontrar Sansa), você pode se envolver pelas coisas que realmente estão lá.
A propósito, é isso que eu queria dizer com o problema das expectativas. Esperávamos que várias coisas acontecessem em Festimdança, e muito disso não aconteceu (nenhum Outro na Muralha, nenhum encontro entre Tyrion e Dany e assim por diante). Entretanto, apesar de que Martin certamente poderia ter cortado muito do que está lá e "ido ao ponto" mais rapidamente, eu acho que isso tornaria estes livros uma leitura menos convincente (mesmo que ele adotasse sua abordagem, mantivesse as histórias intactas e apenas cortando fora a carne – ou gordura, conforme o ponto de vista).
Da mesma forma, simplesmente ainda não sabemos qual é o objetivo com os nomes de capítulos alterados. Martin enfatizou repetidamente que existe um sistema por trás, que ainda não podemos compreender apenas com base nos dois livros, mas que no final entenderemos. Então estou reservando o julgamento final sobre isso para mais tarde, quando os livros finais forem lançados.
A propósito, fiquei desapontado com o aparecimento do Ius Primae Noctis, porque é apenas um mito medieval criado por Coração Valente. Mas achei lógico que aparecesse só agora. É claro que os Boltons (que só agora vimos de perto) ainda o praticariam. E é claro que eles não contariam aos Starks (que têm sido nossa única janela no Norte até agora).
Na verdade, eu achei essa uma das coisas mais interessantes e envolventes sobre a história do norte em A Dança dos Dragões: o Norte "sombrio". Bran aprendendo que os Stark costumavam sacrificar as pessoas sob as árvores-coração; pendurarem entranhas nas árvores; os Bolton e suas práticas cruéis; os clãs das montanhas e Karstarks e o descarte dos velhos e doentes no inverno para preservar a comida para os saudáveis; e assim por diante. O que víamos até agora era o belo Norte, através das lentes rosas dos benignos senhores Stark. Por baixo, há um norte muito mais sombrio, que foi despertado pelo conflito Bolton-Stannis. E isso torna as coisas muito boas de ler.
Também poderíamos argumentar facilmente que as culturas orientais nos três primeiros livros eram praticamente figurante feitos de papelão (escravistas do mal com penteados ridículos) e só foram aprofundados em Festimdança. Claro que você pode dizer que simplesmente não se importa com eles, já que a história deveria estar em Westeros. Mas eu gosto do toque de realismo e credibilidade que isso traz à história. Torna o lugar mais real, ao invés de somente um ponto da trama a ser riscado da agenda.
Isso me leva à minha última questão com seus argumentos: a questão da luta. Sim, a paz por definição é a ausência de guerra, mas esta última tem sido por muito tempo a doença da fantasia, que se baseou em conflitos armados para contar histórias envolventes. O experimento que Martin fornece com Festimdança é realmente ousado: ele usa dois livros realmente volumosos para verdadeiramente nos mostrar o que vem depois. Martin certa vez fez uma observação (estou parafraseando) que, em O Senhor dos Anéis, nunca aprendemos como Aragorn governaria e qual seria, por exemplo, sua posição sobre rotação de culturas em três campos ou sobre tributação. Isso ocorre porque a fantasia tradicional se mantém convenientemente afastada das questões cabeludas.
Mas ele não se afastou. Quando Dany anunciou no final de A Tormenta de Espadas que ela iria ficar e governar, acho que ninguém acreditou de verdade. Até agora, sua jornada era marcada por contínuo sucesso, crescimento e progresso (sim, mesmo com a morte de Drogo). Mas em A Dança dos Dragões, testemunhamos de perto o quão difícil é vencer. Esse desenvolvimento foi refletido na história de Jon na Muralha, onde ele teve que lidar com os selvagens (que provaram ser a parte mais fácil) e com seus próprios homens (com quem ele constantemente falhou). E em Porto Real, Cersei consegue jogar fora, em questão de semanas, os sucessos que os Lannisters conquistaram em uma guerra realmente sangrenta.
Ganhar a paz é o objeto mais difícil de todos. É duro, difícil e confuso. Lutar uma guerra, por outro lado, é a parte mais fácil. É como o lado negro em Star Wars: fácil de sucumbir, já que é tão direto e emocionante (se você não é um membro do Time Plebeu, claro). Mas é o lado negro. A paz é muito mais difícil, o caminho não está posto para você, e você deve enfrentar seus demônios internos de uma maneira muito mais pronunciada, pois você não pode apenas canalizá-los para o inimigo da vez. Jaime Lannister aprende isso também – assim que ele não pôde acertar alguém com uma espada, ele passou a estar realmente perdido.
E veja como estão todos perdidos, e como gostariam de voltar à guerra: Cersei faz de tudo para criar um fronte em Porto Real: ou você está com ela ou com os Tyrells. Não há acordo, nada no meio. Essa é a atitude da guerra, não da paz. E conflito é tudo o que ela recebe de volta. Dany tem que escolher continuamente entre o caminho mais fácil, fornecido por Cabeça-Raspada e Daario, e a paz complicada e insatisfatória, fornecida pelo Senescal, Graça Verde e Hizdahr. E Jon aproveita todas as oportunidades para deixar Castelo Negro e liderar patrulhas, e por fim, desnecessariamente, dá suporte à campanha de Stannis pelo Trono de Ferro, provocando guerra com Forte do Pavor (e sua traição).
Tudo isso é uma narrativa muito forte, ainda mais forte do que nos três primeiros livros, onde os elementos dela já eram aparentes. Robb Stark conseguiu derrotar facilmente todos os oponentes na batalha, mas ele era totalmente incapaz de ganhar a paz, ou qualquer tipo de paz. Esse é o lado negro. Toda a corrente subjacente à saga já está configurada aqui, e Festimdança capitaliza isso. Mas apenas se você estiver disposto a ler o que está lá e não a fantasia “Lado Negro” que você esperava. Aqui não há George Lucas, que deixou Luke agir dos dois lados, atacando Darth Vader e ainda saindo limpo porque seu pai mudou de idéia. Isso não acontece aqui.
E acho que o trabalho de base da Festimdança se tornará realmente importante nos livros a seguir, quando Jon, Dany e Cersei, todos tendo aprendido as lições erradas do fracasso em manter a paz, tomarão realmente algumas decisões ruins e desdenharão da carnificina durante o ataque arrebatador dos Outros. E estou bastante convencido de que muitos olharão com mais carinho para Festimdança então.
Remy Verhoeve : Você faz alguns argumentos convincentes em referência à paz e essa é provavelmente uma maneira melhor de enxergar tudo caso deseje manter a fé de que não há nada errado com Dança. Eu gostei de ver o 'norte sombrio', embora isso também dê a Martin uma chance de se aprofundar ainda mais na depravação, o que não estou certo de que seja algo que faltava na série.
Agora, eu ainda mantenho que a maioria das coisas que tornam Dança não tão bom tem a ver com tecnicidades, como mencionado, e que o enredo em si não é ruim. Sim, você tem algumas observações interessantes e eu particularmente gosto de como todos pensam que o caminho mais fácil teria sido guerra, mas quando estou lendo um dos dois romances, não estou sob juramento. Eu não precisava que ninguém me dissesse exatamente o que procurar ou sentir ao ler A Guerra dos Tronos. Ele apenas me deu um chute na cara e disse "Preste atenção".
Com Dança, as pessoas são forçadas a entrar na Internet para encontrar explicações detalhadas sobre por que Martin talvez tenha decidido escrever isso ou aquilo, mais ou menos. Mas até chegarmos ao Os Ventos do Inverno, não podemos saber exatamente o que é construção de bases e o que é escrita desleixada. Se ele pretende resolver tudo o que apresenta, então teremos mais dez livros. O que novamente significa que você deve julgar Festim e Dança por seus próprios méritos. E eles estão em falta - para muitos. Gostaria de observar que gosto mais desses livros do que a maioria dos romances de fantasia, mas eles não são tão surpreendentes quanto os três livros originais.
Existem também algumas objeções pessoais aos romances, é claro, contra as quais você não pode fazer nada. Não acho a história de Cersei convincente, sendo a profecia de 'Maggy, a Rã' um enredo particularmente ruim. Esta não era o Cersei que eu pensava conhecer dos três primeiros livros, e não sou capaz de reajustar minha percepção da personagem. Isso é culpa minha, claro. Mas isso serve como outro exemplo de escrita ruim. Não apenas porque parece tão forçado no quarto livro (embora eu entenda que você possa defendê-lo tecnicamente porque não tivemos o ponto de vista de Cersei antes), mas também porque Martin, com Festimdança, começa a fazer todas essas conexões entre os personagens, ao ponto de tornar tudo um pouco bobo - especialmente em comparação com os três primeiros livros, onde ocorria praticamente o contrário.
Agora você tem personagens se encontrando regularmente (de preferência na mesma Estalagem na Encruzilhada), nomes de personagens vinculados de várias maneiras etc. Sim, ele precisa começar a amarrar os pontos, mas essa é uma maneira ruim de fazê-lo, em minha opinião. O mundo de Westeros, que era vasto, fica menor a cada capítulo. De qualquer forma, agora estou saindo pela tangente de novo.
Tendo dito tudo isso, sou totalmente em seu favor - a dificuldade de conquistar a paz é definitivamente um tema importante e grande. No entanto, não torna mais emocionante a leitura de Tyrion a bordo de uma embarcação por dez capítulos consecutivos. Não me enche de encanto ler uma página de cima a baixo com os pensamentos de Daenerys sobre Daario. E o ponto de vista sombrio de Jon Snow também não fica mais emocionante com nada acontecendo.
Stefan Sasse : Receio que isso nos deixe em um impasse, onde tudo se resume a uma questão de gosto. Pelo menos acho que podemos ter certeza de que você dará a Os Ventos do Inverno uma chance de trazê-lo de volta ao redil.
Remy Verhoeve : Suponho que não podemos conciliar nossas opiniões, mas é bom discutir isso com você de maneira civilizada e concordar em discordar. Estou pronto e disposto a aceitar Os Ventos do Inverno. Também decidi tentar abordar os dois livros usando a reorganização dos capítulos que você sugeriu. Concordo que o gosto é o fator divisor essencial aqui, mas você parece concordar comigo que, por exemplo, os capítulos de Tyrion Lannister em Dança não são tão bons. Isso me faz pensar por que você está defendendo o desenvolvimento de As Crônicas de Gelo e Fogo se também vê certas falhas. De qualquer forma, obrigado pela conversa :)
Stefan Sasse : Foi um prazer. E para usar o privilégio da última palavra, acho que os capítulos de Tyrion precisavam de mais tempo para que se estivesse aquecido para eles. Gosto do desenvolvimento e estou ansioso para ver mais. Apenas levei um pouco de tempo para ver a luz. ;)
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2019.10.21 20:01 altovaliriano Pergunta de BryndenBFish e NPR de novo (out/2019) e Entrevista a OMNI (nov/1996)

Mais recente: Chicago Humanities Festival (11 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16170
O SSM consiste em um vídeo de 5 minutos carregado no youtube em que Martin responde à pergunta selecionada no twitter pela entrevistadora Eve L. Elewig. "Coincidentemente", foi a elaborada por Jeff Hartline (mais conhecido como BryndenBFish). Que marmelada...
Brincadeiras à parte, a pergunta foi "Ele acredita que Robert, Ned e Jon Arryn estavam certos em se rebelar contra Aerys? Ou ele teria permanecido leal a Aerys e os Targaryens?". Martin se desviou da pergunta e enrolou. Veja no vídeo.
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Mais recente (2): Entrevista à NPR Chicago (19 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16176
Na verdade, este artigo foi uma compilação da entrevista de Martin à WGN Radio e do bate-papo ocorrido na Chicago Public Library Foundation (CPLF), ambos já relatados aqui (vide aqui e aqui)
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Mais antigo: Transcrição de uma entrevista à OMNI Magazine (21-22 nov 1996)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1425
A entrevista parece ter sido feita no formato de chat da internet, como vários códigos de hora, data e IPs. Eu suprimi tudo isso, deixando apenas nickname e mensagem, em ordem cronológica (a entrevista começou no dia 21 e terminou no dia 22). A tradução segue abaixo:
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Ed_Bryant_Mod : Boa noite, Sr. e Sra. América, e todos as naves no espaço! Esta é outra edição do Omni Visions Prime Time com Ed Bryant. Meu convidado esta noite é aquele escritor estelar de ficção científica, fantasia, romances, contos, filmes e TV, George RR Martin. Boa noite, George!
GeoRR : Para constar, deixe-me dizer que nunca trabalhei em ST:TNG [Star Trek: The New Generation], apesar do crédito que Ellen me deu quando ela estava divulgando isso. Portanto, sem perguntas sobre Data, por favor. Com Vincent eu posso lidar... bem, tanto quanto qualquer pessoa pode lidar com Vincent.
GeoRR : Perdemos contato com Ed?
Ellendat : Enquanto Ed tenta voltar para nós, eu gostaria de me desculpar com George por me enganar quanto a sua participação no ST:TNG.
GeoRR : Acho que Ed caiu de vez. Ele me avisou que isso poderia acontecer.
Ed_Bryant_Mod : Opa, desculpe pessoal! Minha introdução fantástica para George desapareceu repentinamente e eu fui interrompido por uma mensagem de "erro no servidor". Eu estou de volta, então eu vou aumenta-la (mais).
ellendat : Eu sei que posso falar por muitos de seus leitores (e provavelmente membros da platéia aqui) que é bom você voltou a escrever ficção em prosa depois de vários anos concentrando-se em TV.
GeoRR : Há dias em que estou muito satisfeito por estar "de volta" (embora nunca tenha realmente ido embora, sabe - durante todos os meus anos em Hollywood, escrevi e editei WILD CARDS). Há outros dias em que sinto falta da TV. Certamente sinto falta dos grandes carrinhos de mão de dinheiro que costumavam rolar no meu escritório.
Ed_Bryant_Mod : Para aqueles que possam ser novos na SF [Ficção Científica], George Richard Raymond Martin começou a publicar profissionalmente em 1971, com uma curta história para GALAXY. Seus livros subsequentes incluem A MORTE DA LUZ, TUF VOYAGING, SONHO FEBRIL, ARMAGEDDON RAG, a série WILD CARDS (como participante e editor), SANTUÁRIO DOS VENTOS (com Lisa Tuttle) e, entre muitas outras coisas, A GUERRA DOS TRONOS, o primeiro volume enorme em uma série de fantasia épica maciça. *ufa* Além disso, ele passou uma estada em Hollywood trabalhando com A BELA E A FERA e a renascida ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Então, George. Quando você dorme e quanto tempo antes de terminar a série de fantasia?
GeoRR : Eu pretendo dormir entre o terceiro e o quarto volumes, ed. Eu dormia um pouco entre o segundo e o terceiro, mas agora é a hora de escrever um roteiro de SONHO FEBRIL que devo à Hollywood Pictures. Hollywood Pictures não existe mais, com certeza, mas eu ainda devo o roteiro. Se eu permanecer dentro do cronograma, devo terminar AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO até o final de 1998, mas não prenda a respiração. Esses livros têm três vezes o tamanho de romances comuns, até grandes romances como SONHO FEBRIL, e estou aprendendo da maneira mais difícil quanto tempo leva para escrever um.
Ed_Bryant_Mod : Talvez você seja um viciado em adrenalina, George. Sobre a série de fantasia: Por quê? (sendo franco). Esta não é fantasia como avô, com certeza. É difícil, mas romântico. O que o intrigou em embarcar em um projeto tão grande?
GeoRR : Pudera eu saber. Na verdade, comecei o livro no verão de 1991. Eu estava entre os projetos de Hollywood, então decidi começar um novo romance, ver até onde chegava. O romance que comecei era um livro de SF chamado AVALON, ambientado na mesma "história futura" de DYING OF THE LIGHT e de muitos de meus contos. Na verdade, eu escrevi três capítulos. Mas então um dia o capítulo inicial de A GAME OF THRONES me veio tão vividamente que eu tive que escrevê-lo. Não é o prólogo, lembre-se, mas os primeiros capítulos, onde Bran vê o homem decapitado e encontra os lobos gigantes na neve. A próxima coisa que eu sabia era que AVALON havia sido colocado em uma gaveta e a fantasia tomara conta de mim completamente. Eu sabia que estava perdido quando comecei a desenhar mapas. Porém, é claro, DOORWAYS foi selecionado e fui convocado de volta a Hollywood, mas o livro nunca esteve longe de meus pensamentos.
Ed_Bryant_Mod : Intrigante... voltando um pouco. Quando você era mais jovem, antes de começar a escrever, qual o papel da fantasia em sua vida? O que você leu? Você jogou jogos com dragão e lobo gigante? E onde o seu gosto nesse sentido se desenvolveu como leitor e escritor adulto?
GeoRR : Acho que estou tendo alguns problemas aqui. O sistema comeu minha resposta.
Visitante (Gdozois) : Ellen, Gardner Dozois aqui. Quando George e Ed voltarem, pergunte se ele tem planos de publicar Turtle Castle um dia desses.
ellendat : Gardner, sua pergunta está aqui para que todos vejam :) shhh.
GeoRR : Estou de volta, acho. Eu desloguei e voltei. Todo o sistema parou aqui e nenhum dos comandos parecia funcionar.
GeoRR : Deixe-me tentar essa resposta novamente. Quando criança, eu lia principalmente SF e quadrinhos... não =havia= nenhuma fantasia sendo publicada naquela época. Eu descobri JRR Tolkien no colégio, quando Ace publicou sem autorização o Senhor dos Anéis. Fiquei Maravilhado. Também li Robert E. Howard, provavelmente antes de Tolkien. Conan era divertido, mas a Terra Média era mágica e maravilhosa. O =lugar= era tão importante quanto o enredo ou os personagens, acredito. É assim em toda grande fantasia. Estou tentando tornar meu mundo, meus sete reinos, tão vividamente real quanto JRR fez com o dele.
GeoRR : Olá, Gargy. Ninguém liga para TURTLE CASTLE.
Visitante (Gdozois) : Eu imagino isso como uma obra-prima perdida que será descoberta após sua morte e o catapultará para a fama mundial.
Visitante (169.197.15.29) : E quanto a Burroughs e Wells?
GeoRR : Eu tentei um Edgar Rice Burroughs. Um dos livros "Moon", eu acho. Eu devia estar velho demais, porque odiei e nunca tentei outra até Melinda Snodgrass e eu sermos contratados para fazer o roteiro de A PRINCESA DE MARTE. Eu li HG Wells, é claro. A MÁQUINA DO TEMPO em particular foi == e é == um dos meus favoritos.
Ed_Bryant_mod : George, junto com a fantasia, você parece ter muitos interesses em escrever. Nos interstícios entre mega-fantasias e trabalhos de Hollywood, alguma esperança de mais SF ou horror? Há aqueles de nós que se lembram de SONHO FEBRIL e ARMAGEDDON RAG com carinho indisfarçável.
Visitante (169.197.15.29) : Acho que eu tinha 10 ou 12 anos quando peguei Burroughs. É o que me fez começar, eu acho.
GeoRR : Oh, definitivamente farei outras coisas eventualmente, se a fantasia terminar. Tenho anotações para duas sequências de SONHO FEBRIL, tenho duzentas páginas do romance de Jack, o Estripador, que comecei em 1985 e nunca consegui vender, e quero fazer um livro com um dos meus pilotos de televisão não filmados. Aquele lá é pura SF.
Visitante (Gdozois) : Aproveitando que você o está importunando, Ed. Eu gostaria que ele escrevesse algumas novas histórias de ficção científica. --Gardner
ellendat : Sim. Eu também.
GeoRR : Na verdade, Gargy, é por isso que eu estava ligando para você no outro dia. Eu tinha essa noção ... bem, é muito complicado falar disso aqui, e não devemos falar disso em público de qualquer maneira, mas é uma ideia que eu gostaria de explorar com você quando você tiver meia hora ou mais .
Ed_Bryant_mod : A menção da PRINCESA DE MARTE me obriga a perguntar... Além das cargas de dinheiro em carrinhos de mão, qual é o apelo em Hollywood ? Você viu sua história "Reis da Areia" se tornar o piloto da renascida A QUINTA DIMENSÃO - Melinda Snodgrass (a escritora) e os produtores / diretores / atores visualizaram sua história de uma maneira que você a reconheceria?
Visitante (Gdozois) : Você sabe como se apossar de mim, George. Qualquer hora. --Gardner
GeoRR : Além disso, há esta novela chamada "Shadow Twin" na qual um certo Sr. Dozois e eu estávamos colaborando. Ellen, quer comprar uma novela Dozois / Martin?
Visitante (Gdozois) : Talvez possamos mesclar SHADOW TWIN com TURTLE CASTLE. --Gardner
ellendat : Estou certamente interessada. Está terminada?
Visitante (169.197.15.29) : Escritor iniciante fica [mais] verde.
GeoRR : Hollywood ... bem, essa é uma resposta complicada. Você realmente precisa subdividir Hollywood em duas arenas separadas, TV e Cinema. Eu trabalhei em ambos. TV foi muito emocionante, estressante, mas gratificante. Trabalhei em alguns bons shows, escrevi roteiros dos quais me orgulhava, os vi filmados, subi de um humilde redator para um exaltado produtor supervisor e quase consegui meu próprio show. Eu odiava morar em Los Angeles, mas gostava muito de trabalhar na TV.
Filme, por outro lado, cheguei ao ódio. O escritor é rei na TV; no filme, o escritor é uma merda. Passei três ou quatro anos da minha vida fazendo roteiros, vários deles com Melinda, e não tenho um punhado de filme para mostrar. De fato, ninguém nunca viu os roteiros, exceto alguns executivos de desenvolvimento. Adoro ir ao cinema, mas se tiver sorte, nunca mais precisarei "desenvolver" um filme.
Ed_Bryant_mod : Com algo parecido com o seu próprio show ... DOORWAYS. Esse era um conceito adorável e sofisticado de SF com boa reflexão sobre transitar em um mundo paralelo. Que tipo de forças foram necessárias para matá-lo?
GeoRR : Nunca terminei, Ellen ... mas um dia desses. Primeiro, preciso digitalizá-lo e colocá-lo em um disco. As páginas que temos (um bocado bastante grande) foram realmente escritas em uma = máquina de escrever =. Lembra-se delas? Eu tive uma máquina de escrever elétrica, já Gardner...
Visitante (169.197.15.29) : Eu pensei que ele se transformou (sem a sua influência) em Sliders. (não é um show muito bom, por acaso) -- David Felts
GeoRR : O que matou DOORWAYS foi principalmente foi uma sincronia ruim. Em agosto de 1992, quando exibimos o piloto para a emissora pela primeira vez, a ABC estava salivando para encomendá-la e, de fato, encomendou seis scripts de backup, um número muito alto. Mas estávamos muito atrasados ​​para a temporada do outono de 1992, então tivemos que esperar até maio do próximo ano. Entre agosto e maio, os dois maiores campeões da rede, os executivos que haviam trabalhado no programa conosco, partiram para outros empregos. Seus sucessores nos consideravam algo que restava do antigo regime. Quando chegou a hora da crise, a ABC decidiu que eles queriam apenas um único novo programa de SF em sua programação e seguiram com LOIS & CLARK, que havia sido desenvolvido pelo regime seguinte. E para quem não sabe o que foi o DOORWAYS ... bem, foi SLIDERS. Só que bom.
Visitante (Gdozois) : George, vamos sair agora. Tenha uma boa entrevista e diga Olá para Parris por nós. Boa noite Ellen, Ed e os demais. --Gardner
Ed_Bryant_mod : Uma pergunta em outra área. WILD CARDS, aquela longa série de livros de Bantam e Baen sobre supercaras e supermocinhas, vivos e às vezes bem, em um mundo que eles realmente criaram - alguma chance de continuar de alguma forma? Ainda parece haver público.
GeoRR : Gostaria muito de continuar com WILD CARDS, mas agora há muitas outras coisas no meu cardápio. Além disso, não temos um editor. Em retrospecto, mudar para a Baen foi um grande erro. Eles nos pagaram mais dinheiro, mas não venderam os livros com a mesma eficácia que a Bantam e depois nos culparam pelas vendas fracas. Suspeito que os WILD CARDS retornarão eventualmente, de alguma forma, embora possa haver um hiato de alguns anos. Alguns dos escritores estão fazendo barulho sobre como fazer histórias independentes sobre seus personagens e vendê-los para as revistas. Se algum dia eu encontrar tempo, provavelmente eu mesmo farei algumas histórias de Tartaruga e Popinjay.
Ed_Bryant_mod : Falando em WILD CARDS, apenas no caso de um de nossos sistemas travar novamente, eu queria fazer uma pergunta que assombra a maioria de nós, escritores. À medida que os livros esgotam com grande velocidade, eles se tornam o desespero do leitor lento demais para pegá-los durante as oito horas em que estavam à venda... Você é um dos escritores ativistas que se esforçou para manter seus livros disponíveis com seus próprios esforços. Isso está funcionando? E como os leitores podem aproveitar o seu serviço nessa área?
GeoRR : Sim, eu realmente mantenho estoques de meus livros esgotados e sobressalentes, tanto de capa dura quanto de brochura. De WILD CARDS, tenho volumes 1,2,6,7,9 e 11. Também tenho livros de bolso britânicos de REIS DA AREIA e TUF VOYAGING, a adorável edição limitada numerada e assinada do ARAMGEDDON RAG com slipcase e as primeiras edições do SONHO FEBRIL, SANTUÁRIO DOS VENTOS E RETRATOS DE SEUS FILHOS. Qualquer pessoa que queira alguma dessas informações pode me enviar um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) ou [[email protected]](mailto:[email protected]). Os preços são muito razoáveis ​​e os autógrafos são gratuitos. Você não apenas receberá um livro lindo e assinado, como também ajudará a apoiar meu mania com soldados de brinquedo. Desde que comecei a fantasia, fiquei viciado em colecionar cavaleiros em miniatura.
Ed_Bryant_mod : Ótimo. Lembrarei às pessoas que livros assinados e personalizados são ótimos presentes de fim de ano. Voltando a WILD CARDS momentaneamente. Uma enorme quantidade de material foi publicada ao longo de alguns anos de trabalho duro e febril. O que você acha que foi o maior apelo?
GeoRR : Bem, tivemos alguns escritores muito bons e algumas histórias fantásticas, mas acho que foi mais do que isso. O que notei no WILD CARDS foi o intenso interesse que os leitores desenvolveram nos personagens. Eles não eram apenas fãs do Wild Cards, eram fãs do Turtle, ou do Tachyon, ou do Fortunato. Cada leitor tinha personagens que amava e outros que odiava com a mesma paixão, e eles queriam acompanhar suas vidas. Eu sustento que é a mesma coisa que faz as pessoas acompanharem novelas de TV.
Marilee : George, eu sempre leio todas as histórias em Asimov, até mesmo as fantasias, mas frequentemente não estou interessado em comprar um livro relacionado a uma história de fantasia. Eu li "Blood of the Dragon" na edição de julho e imediatamente encomendei A GUERRA DOS TRONOS (que está abrindo caminho ao topo da pilha de leitura). O que fez você decidir escrever uma fantasia agora?
GeoRR : Marilee, eu respondi sobre esse assunto, talvez antes de você entrar. Não sei se há como retroceder, mas ... resumidamente, o livro não me deu escolha. Eu estava trabalhando em um romance completamente diferente, mas A GUERRA DOS TRONOS acabou de me tomar. Estou feliz que você tenha gostado de "Blood of the Dragon". Eu estava trabalhando em um capítulo de Daenerys hoje, por incrível que pareça.
Estranhamente, acho que nunca poderia ter escrito A GUERRA DOS TRONOS, a menos que eu tivesse feito WILD CARDS primeiro. O grande elenco de personagens de GOT é muito diferente dos meus romances anteriores, que se concentram muito em um único protagonista (A MORTE DA LUZ, SANTUÁRIO DOS VENTOS, ARMAGEDDON RAG) ou no máximo dois (SONHO FEBRIL). WILD CARDS, por outro lado, é =repleta= de personagens, e editar esses livros, especialmente os romances-mosaico, me deu muita prática no malabarismo com vários pontos de vista. Estruturalmente, A GUERRA DOS TRONOS é um romance-mosaico de WILD CARDS, só que comigo escrevendo todas as partes.
Ed_Bryant_mod : George, agora que você é um veterano em Hollywood, você acha que algumas das mesmas forças estão começando a deformar a publicação impressa também? Os novos autores com romances não seriados estão perdidos? E a publicação na web? Sinta-se à vontade para abordar qualquer um desses...
GeoRR : Uma pergunta deprimente, e uma resposta ainda mais deprimente ... mas sim, devo dizer, acho que as publicações estão sendo Hollywoodizada e tenho muita empatia por novos escritores que tentam entrar no ramo. Acho que ainda é será possível fazer um bom trabalho, mas muito menos possível ganhar a vida com isso. Quem ganhará a vida com isso serão as pessoas trabalhando em franquias e atendendo a gostos já estabelecidos, como [Star] Trek e Star Wars. É uma imagem sombria para alguém que realmente quer ser escritor em tempo integral. Por outro lado, antes de 1970 havia pouquíssimos escritores de SF em tempo integral, então talvez estejamos voltando ao que havia na Era de Ouro.
Ed_Bryant_mod : Deprimente, de fato. E o admirável mundo novo da publicação on-line? Alguma área brilhante que você possa enxergar?
GeoRR : Ainda não estou convencido de que a publicação on-line possa funcionar. Quero dizer, não vejo como alguém faria dinheiro com isso. Além disso, devo admitir, adoro livros, a sensação deles, a aparência deles, a conveniência. Leio-os na banheira, na cama e sentado ao ar livre. Não posso fazer isso com um leitor on-line, e também não gosto de imprimir romances e ter que lutar com pilhas de papel pesadas.
Marilee : Li todas as novelas OMNI no meu HP200LX - um computador de bolso que é mais leve e menor que a maioria dos livros, e pode ser segurado como um. Eu os li em consultórios médicos, restaurantes ou em qualquer lugar que eu tivesse que esperar. Ainda assim, ele seria muito caro se fosse apenas para ler livros.
Visitante (206.113.120.25) : Quais são suas próximas aparições na Whimpy Zone? --Keith
GeoRR : Não há muitas viagens nos meus planos atuais. Eu fiz uma turnê de quinze cidades pelo A GUERRA DOS TRONOS em setembro e outubro, além de Worldcon, Archon e World Fantasy Con, então agora estou feliz por estar em casa. Estarei em Archon novamente em outubro próximo e, claro, na worldcon em San Antonio, e em fevereiro vou a Nova Orleans para o Mardi Gras. Além disso, eu não sei. Eu posso ir ao Neulas [Nebula] em Kansas City.
Marilee : O que você fará com os cavaleiros de brinquedo quando os adquirir? Eu tenho muitos spaceguys de Lego, mas eles geralmente ficam na prateleira e são reorganizados de vez em quando.
Ed_Bryant_mod : Hmm, George. Talvez você possa se tornar um fazedor de pacotes e iniciar linhas de romances que exploram o mundo dos ônibus espaciais e cavaleiros de brinquedos Lego. Publique-os como Ron Goulart costumava escrever quando estava na publicidade... na parte de trás dos pacotes...
Talvez uma ou duas perguntas finais à medida que o tempo diminui. Onde você se vê como escritor em dez ou vinte anos, George? Ainda fazendo o mesmo reconhecidamente amplo leque de ficção? Ou há novas fronteiras que você deseja encarar?
GeoRR : Quanto aos cavaleiros, sim, eu os coloco nas prateleiras, arrumo os dioramas, os reorganizo e compro vitrines cada vez maiores e mais caras. Porém, eu não lido com Lego. Tenho Britain, Pings, Timpos, Banners Forward, Arsenyevs, Hornungs, Tiffany Soldiers, Staddens, Wyvern Standards, Traditions e uma dúzia de outros fabricantes, e também compro as remodelagens baratas de plástico e as pinto. Essas não são miniaturas de jogos, entenda. Estes são do tamanho tradicional de soldado de brinquedo, de 54 a 70 mm. As miniaturas de jogos são de 15 ou 25 mm, pequenas em comparação. Minha grande fantasia é encontrar o veio-principal da Courtenays sendo vendido em um mercado de rua por três dólares cada. Sorriso.
Ed, para dizer a verdade, não sei ao certo o que vou escrever daqui a cinco anos, muito menos vinte. Livros, TV, contos... Eu gostaria de fazer de tudo, mas nunca há tempo suficiente. Especialmente porque tenho o vago desejo de tentar ter uma vida também. Na verdade, não me saí tão bem nessa última parte; às vezes, olho para trás sombriamente ao longo de todos os anos passados ​​sentados em frente aos vários tipos de teclado, escrevendo sobre paixão, aventuras e maravilhas, quando o que realmente quero é =vivenciar= alguma delas. Mas talvez essa seja a maldição de todos os escritores. A maioria das biografias de escritores é mortalmente monótona, exceto para outros escritores - páginas e páginas de "E então ele escreveu". Ah, ok.
O que eu desejo para você, George, é que talvez você possa dividir seu tempo entre o teclado e o mundo. Nunca é tarde demais para ter uma aventura genuína. Então, boa sorte. E não leve nenhum soldados de brinquedo de madeira. Muito obrigado por participar do Omni Visions Prime Time hoje à noite. E para o resto de vocês, obrigado por participar. Boa noite a todos.
Marilee : Obrigado por aparecer, George!
GeoRR : Feliz de ter vindo aqui. Ed, Ellen, obrigado por me convidar. Depois que resolvemos os problemas, foi divertido.
GeoRR : Boa noite, Pessoal.
ellendat : Boa noite, George, e obrigado por ter vindo.
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2019.08.25 22:16 JardsonJean Tenho psicoterapia amanhã e queria compartilhar o texto que vou levar para minha psicóloga.

Acordar de novo amanhã vai ser a mesma tortura. É difícil lidar com o cenário sombrio instalado na minha mente do momento em que acordo, até a hora de voltar a dormir. Por essa razão, apesar de relaxar profundamente durante o sono, pela manhã tudo volta a me machucar.
Abro os olhos muito cedo, por volta das seis ou sete da manhã. Escuto os pais do meu colega se preparando para irem ao trabalho e, imediatamente, me prendo a pensar sobre a impressão que a minha estadia na casa causa neles. Como não estou trabalhando, passo boa parte do meu dia ocupando minha cabeça com as fugas da internet e dos jogos. Durante esse tempo, divido minha atenção também com um aplicativo de relacionamento e com Whatsapp. É muito comum que meu dia já comece pelo celular. Releio mensagens, busco por oportunidades de sexo no aplicativo e me atualizo rapidamente lendo uma notícia ou outra. Às vezes, me forço a voltar a dormir.
Tenho assumido algumas responsabilidades da casa e mantenho a atenção voltada para algumas necessidades como a louça, a limpeza do chão, a organização da sala, a comida da cachorra e coisas do tipo. Assim que os pais do meu colega saem para trabalhar fico bem mais a vontade para levantar e fazer qualquer uma dessas coisas. A hospitalidade aqui tem sido muito generosa, nunca imaginei que teria acesso a um teto que não fosse meu ou dos meus pais, mas aqui estou eu, vivendo como um vagabundo recebendo abrigo no lar de estranhos. Estranhos… eles não deveriam ser estranhos para mim, mas como raramente interajo com eles e, na maior parte do tempo, me isolo do contato e da presença deles, tenho que lidar todos os dias com a ideia de que estou na casa de desconhecidos e me esforço para ocupar o mínimo de espaço e tempo possível.
Nesses últimos dias, tive uma das experiências mais desconcertantes da minha vida. Conheci um garoto num barzinho durante a festa de aniversário de um amigo. Fui orientado a me aproximar dele, como uma forma de desenvolver alguma habilidade social naquele ambiente. Talvez ele acabasse gostando de mim e pela primeira vez em muito tempo na minha vida, eu teria conseguido me aproximar de alguém afetivamente, fora dos aplicativos. Deu certo. Em pouquíssimo tempo estávamos trocando mensagens pelo Whatsapp e, pelo menos do meu ponto de vista, estávamos indo bem longe, no melhor sentido. A sua atitude recíproca me fez sentir completo. Marcamos um novo encontro.
Durante o encontro, tive a impressão que estava formando de um laço verdadeiro, uma sensação de conforto e amabilidade que ressoava dele para mim e que eu estava completamente disposto a retribuir aquilo. O encontro foi tão bem sucedido que acabamos topando uma pequena loucura e acabamos nos beijando num lugarzinho escuro no meio da rua. Todos as palavras ditas, o toque, o cheiro, a presença de alguém genuinamente interessado em mim me causaram um impacto enorme. E como havia de se esperar, o terremoto sempre segue um grande abalo.
Assim como basicamente todos os rapazes com os quais me dispus a conhecer em situações sociais, com direito a todas as nuances do flerte, enfrentando todas as barreiras possíveis para me sair bem, ele foi mais um que lentamente desapareceu. As conversas online passaram de frequentes a raras de um dia para o outro e eu me vi mandando mensagens para o vácuo.
Creio que nem um milhão de experiências como essa teria me preparado para os momentos de sofrimento pleno que estava prestes a sentir. A ausência instantânea do envolvimento dele naquele meio, ativou um gatilho para todos os outros males que carrego na mente. Apesar de estar acostumado a me envolver em situações em que considero meu corpo um objeto descartável, eu senti que dessa vez, um pedaço muito maior de mim estava indo para o lixo e então caí em desespero. Os momentos do dia em que sinto solidão e desamparo se tornaram muito piores e consomem o meu desejo de fazer qualquer coisa. Me pego relembrando da noite em que nos beijamos e tentando reviver com ternura alguma daquelas sensações, mas sem o menor sucesso.
Me culpo constantemente pela incapacidade de conseguir um trabalho e de me adaptar a trabalhar com pessoas e a gostar delas. A sensação de aversão à rotina e as demandas de patrão e cliente me atormentam o tempo todo, num nível inconsciente e são capazes de me causar verdadeiros pesadelos.
Me culpo ainda pela minha falta de disciplina em acompanhar algum curso ou material de estudo online, pelos livros que deveria e gostaria de ler, mas não leio. Pela falta de motivação em concluir certas atividades do dia a dia que dizem respeito a mim e a minha saúde e higiene. Uma caminhada no fim da tarde para ver o sol e sair da cadeira, tomar água com frequência para evitar outra crise de rins… tem dias que só tomo um banho.
Revisito todas as ideias que já tive para desenvolver algum tipo de produto, para ocupar minha mente e fazer alguma reserva de dinheiro e me dou de cara com os mantras incessantes da minha cabeça: “..não vai dar certo, você não pode, você não vai conseguir, desista...” Não consigo reunir uma linha de código para os meus projetos de programação, não saio de casa para encontrar os espaços onde possa vender pequenas coisas e reafirmo para mim mesmo que com dores no joelho, no ombro e nos pés eu não chegaria muito longe, transitando por seis ou mais horas na rua. Nesses momentos, me torturo quando lembro da imagem do meu pai, sob sol e sob chuva, enfrentando o cansaço extremo, a dor e as demandas do mundo para manter a casa em pé. Me sinto um incapaz.
Tenho que suportar a realidade vigente sobre a minha relação com a minha família e o abandono emocional mútuo de mãe e filho, pai e filho, irmão e irmã, tio e sobrinho, neto e avó. Por toda a minha vida até hoje, nunca me senti emocionalmente conectado com nenhuma dessas pessoas, talvez com exceção do meu pai, pelo seu sacrifício e sua calma diante dos desafios. A imagem que venho construindo na minha mente é de se eu tivesse que ser forçado a voltar a viver sob o mesmo teto que eles, com os mesmos desentendimentos, o descrédito da minha condição e a postura negativa com a minha orientação sexual, eu preferiria enormemente ser abandonado na rua. Eu certamente fugiria de casa, como acho que fiz.
No poço da minha solidão, vou caminhando entre entre os espaços mais podres para ter uma vida sexual que seja. Estou o tempo todo online no aplicativo de relacionamento, compartilho fotos com absolutamente todas as pessoas próximas ou distantes de mim e não meço esforços para satisfazer um desejo carnal momentâneo seja lá onde for ou como for. Estou aberto a decepção e ao desprezo, pelo menos nessa área, mas sei bem que isso não é saudável para mim, especialmente quando me coloco em situações de risco. Na pior das hipóteses, tenho em mim a certeza de que dediquei muito pouco do meu ser e estou disposto a extrair muito pouco de quem quer que seja. Não me importa que o próximo a transar comigo por esse meio, não olhe na minha cara nos próximos trinta minutos ou finja que eu nunca existi. Eu quero satisfazer a minha carne e viver o momento da maneira mais passageira possível para que nada deixe marcas em mim. Foi assim que eu aprendi a ter prazer.
Nem os momentos de felicidade mais genuínos são capazes de me fazer sair da zona sombria dos meus pensamentos. Troco piadas e conversas amenas com meu colega durante o dia sempre que estamos juntos, escuto suas longas crônicas pela décima ou vigésima vez se for necessário, mas o riso nunca dura tempo suficiente para curar qualquer uma das minhas feridas. Eu não consigo internalizar a felicidade por mais do que alguns minutos e isso faz com que eu me sinta a pior pessoa do mundo.
Sei que há muita hipocrisia nas minhas palavras e até certo ponto um tom dramático exagerado. Gostaria que minhas emoções se traduzissem de outra forma. Sou o tipo de pessoa dura para chorar e que não expõe esses sentimentos o tempo inteiro e nem para todo mundo. Esses monstros que me atormentam agora, sempre existiram e nunca foram embora.
Apesar da minha aparência tranquila, sinto como se estivesse vivendo os últimos dias da minha vida e não tenho certeza se deveria duvidar disso. Eu quero sonhar com ideia de que as minhas feridas um dia irão fechar e de que, com o tempo, dormir e acordar no dia seguinte pare de ser uma contagem regressiva, sob a inevitável sombra da morte ou da loucura. Enquanto isso, seria o suficiente que algumas mensagens não respondidas no Whatsapp não despertassem tantos monstros.
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2018.09.15 20:21 dontaskm3 Teoria da conspiração: Irmãos Neto

Shitpost alert
TL;DR no fim
Hoje em dia acho que já um consenso entre a maioria das pessoas acima de 12 anos, o quão ruim é o conteúdo do Felipe e Lucas Neto. O que é curioso, principalmente por parte do Lucas, que antes de começar a fazer esses vídeos idiotas, tinha um canal pra criticar diversos tipos de "culturas", incluindo a "cultura" que ele se encaixa hoje, o que o torna um tanto hipócrita.
O Felipe Neto, você gostando ou não, é muito esperto. Esperto no sentido de saber aproveitar as trendings e criar o conteúdo certo para o publico certo - mesmo que isso o faça parecer um idiota. O Felipe foi criador da Parafernalha, que competia com o Porta dos Fundos nesse ramo de esquetes, e depois de um tempo, Felipe vendeu a Parafernalha em um momento perfeito, onde ja nao se tinha tanto interesse mais por esquetes e os interessados preferiam, em sua maioria, o Porta dos Fundos.
A resposta mais óbvia é que eles estão fazendo este tipo de conteúdo apenas pelo dinheiro, já que é muito fácil manter um público fiel quando seu público é, majoritariamente, crianças. Mas e se isso tudo na verdade for uma grande critica ao sistema e algoritmo do YouTube? E se tudo for uma grande critica a quem eles estão sendo no momento?
Todas as pessoas se comportam de maneira diferente quando expostas à diferentes pessoas ou situações. De certa forma, sempre "interpretamos" algum personagem em nossas vidas. Você provavelmente nao fala com seus pais do mesmo jeito que você fala com seu melhor amigo. Na internet, esse "personagem" pode ser ainda mais fora da realidade, já que a maioria das pessoas que assistem um Youtuber, nunca o conheceram pessoalmente.
E se, depois de todos esses anos fazendo vídeos idiotas, os Irmãos Neto fizessem uma grande revelação, que na verdade todo esse tempo eles estavam vivendo um personagem justamente para criticar quem vive e acredita nesse tipo de coisa. Um bom exemplo disso é o canal do JOÃO COMUNISTA, que é um cara que interpreta um personagem comunista de maneira irônica, com o objetivo de criticar o comunismo. Mas o JOÃO COMUNISTA interpreta de um jeito tão óbvio que você tem que ser muito idiota pra nao entender que ele está sendo irônico. Outro bom exemplo que vem em mente é o próprio Pewdiepie, que muitas vezes ja criticou vídeos de clickbait do Youtube, fazendo ele mesmo um vídeo clickbait.
É claro que existem jeitos muito mais fáceis de criticar algo. Se eles não concordassem com esse tipo de conteúdo eles poderiam simplesmente fazer um vídeo reclamando sobre isso. Mas pode ser que eles acreditem que o melhor jeito de passar essa mensagem seria espalhando ainda mais esse câncer. Como um exemplo disso, em jogos online, quando existe algum bug que permite pessoas abusarem de algum sistema do jogo, muitas pessoas divulgam esse bug o máximo possível, para que esse bug chegue aos ouvidos dos desenvolvedores o mais rapido possivel, e, consequentemente, seja consertado.
O impacto que isso teria se eles, depois de todo esse tempo, mostrassem como é facil se aproveitar do público infantil, e como o Youtube promove vídeos controversos e com grande fluxo de views tão facilmente. Isso teria um impacto absurdo também nos pais das crianças que assistem ao vídeo dos Irmãos Neto. Talvez fizesse com que os pais controlasse melhor ao tipo de conteúdo que seus filhos estão expostos.
Enfim... No fim das contas eles provavelmente são só uns idiotas que querem ganhar dinheiro mesmo. Mas queria compartilhar minha teoria da conspiração.
TL;DR: Irmãos Neto se passam por idiota todo esse tempo com o objetivo de criticar esse tipo de comportamento, mostrando como é facil se aproveitar do público infantil.
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2017.12.05 21:09 ToyBR Sugestão de campeão (com história,habilidades e interações) Kasine o orgulho do inverno

Olá Amigos, como estão? Tranquilos?
Cá estou eu novamente, com um novo campeão desta vez um lutador da selva, mas desta vez irei me empenhar o máximo possível, irei descrever a aparência do campeão e o melhor possível em suas habilidades. (nota: Existem poucos campeões vastayas, então a maioria dos campeões que irei sugerir serão vastayas, pq eu gosto deles e pq tem poucos uwu) História.
Kasine é um vastaya, sua tribo se chama Skravenik, e é formada por vastayas que são linces das neves, através de uma evolução climática, eles vivem em freljord, pois se acostumaram e gostam do clima frio. A infância de Kasine foi dura e intensa, sua tribo era constituída por poucos membros e ele sempre teve que lidar com muitas responsabilidades para poder herdar seu clã, Kasine sempre foi uma criança exploradora e observadora, ele gostava de olhar as outras tribos de freljord escondido nas sombras para não ser visto, ele gostava da ideia de Ashe de unir as vilas de freljord, mas também via razão em Sejuani que sempre vê os fortes como superiores aos fracos, porém apesar de ver razão Kasine sempre foi uma criança acolhedora, por conta do cuidado de sua mãe, que dizia que toda vida sempre foi e sempre será importante.
Quando Kasine completou 16 anos foi com o seu pai treinar para ser um lutador, e conseguir defender a si mesmo e ao povo, foram 4 anos de intenso treino, seu pai o expôs a climas muito quentes, para desenvolver resistência a qualquer situação, também o levou para um grupo vastaya de assassinos para treinar sua velocidade e destreza, mas o que seu pai mais focou foi ensinar a Kasine a lutar com uma vembrassa especial, conseguida pelo seus ancestrais que começaram a viver em freljord, dada a sua tribo diretamente pela grande avarosa, como uma recompensa por suportar o frio intenso de freljord.
Essa vembrassa, foi encontrada pelos seus ancestrais em um tumulo congelado escondido, e este tumulo foi mostrado por um lobo que guiou o seu povo ao artefato, a vembrassa era encantada com opoder do frio dando habilidades diferentes para cada pessoa que a usasse, sendo assim Kasine passou a maior parte de seu treino focando em aprimorar os poderes da vembrassa e descobrir seu potencial máximo, como a vembrassa muda de acordo com a pessoa que está usando, Kasine não havia os mesmos poderes que seu pai, portanto teve que aprimorar seus poderes sozinho.
Após Kasine voltar de seu treinamento passaram-se mais 2 anos, e durante esse tempo Kasine decidiu se unir a Ashe e seguir o plano dela, então eles juntos uniriam freljord e derrotariam Lissandra, e se fosse preciso Sejuani também. Entretanto se Kasine for chamado para lutar ao lado de sua raça os vastaya, Kasine o fará, ele sabe que o seu povo sofreu por tempo demais e precisa reaver iônia
Personalidade Kasine é bem sério a maioria do tempo, mas quando está perto de seus amigos ele se torna outra pessoa, fica mais sorridente e bem mais brincalhão, ele tem um lado um tanto sombrio que não suporta pessoas que se acham superiores a outras, mesmo elas sendo. Quando Kasine entra em combate ele fica sério porém árduo ele sente o seu espirito em chamas e dá o máximo de sí no calor da batalha.
Aliados/inimigos.
Aliados: ashe,rengar,nami,xayah,rakan,ahri,anivia Inimigos: Sejuani,Lissandra. Amigos mais próximos: Rengar,Ashe,Rakan . Conhecidos: olaf,volibear,master yi,tryndamere,trundle.
Considerações dos conhecidos. Tryndamere: "Bem não é que eu não goste de você, mas.... Digamos que só estou perto por causa da Ashe mesmo."
Olaf: "Se o homem fosse ser medido só pelo tamanho da barba e pela grossura do cinturão, eles seriam todos burros."
Volibear: "Como um Ursine tão sábio foi se reunir a uma tirana tão feroz? Não terei escolha se não repensar seus conceitos Volibear."
Trundle: "Observar você bravo foi uma das maiores diversões da minha infância."
Master yi: "Estou contando com você para manter a ordem la de casa yi, não deixe nenhuma outra nação sequer invadir iônia novamente."
Interações especiais Rakan: "Cara a minha vida não seria tão divertida sem você por perto, vê se não morre nem deixa a xayah morrer bele?" "Vamos dançar um pouco Rakan? Você sabe que eu posso me conectar a nossa magia primordial ainda né?" "UHUUUUUUUUU! Vamo lá maluco!"
Ahri: "Eu sou tão bonito quanto você, pode me ensinar a encantar os outros também?"
Rengar: "Só nós sabemos o quão dificil é se limpar todos os dias não é amigão? hahaha!! Ei calma! Não precisa me esfaquear!" "Trouxe um novelo pra gente rengar? É simplesmente o melhor brinquedo do mundo não acha?"
Ashe: "Ashe, juntos iremos unir Freljord em uma só nação" "Ashe!! Trouxe chocolate quente pra gente?" "Ashe! Tenta acertar essa maçã na minha cabeça!" "Belas curvas em garota.... Estava falando do arco Hehe..." "Ashe vamos com tudo!"
Sejuani: "Sua nação é forte Sejuani, mas com seu pensamento se tornam meros tolos ingênuos" "Sejuani! Não vê que somos aliados?" "Mostre para o seu povo que é uma boa lider exigindo menos e parabenizando mais!"
Lissandra: "Você!...." "Lissandra..." "Lissandra, como tem a coragem de aparecer em minha frente?" "O gelo é belo, mas nas suas mãos se tornam pedras vazias e sem propósito."
Aparência Como eu não sei desenhar irei deixa a aparência do Kasine aqui, é só usar a imaginação imagination. Kasine tem orelhas de lince das neves, que são pontudas, olhos azuis, 1,98 de altura, corpo um pouco musculoso, usa uma manto com detalhes em azul, possui manchas pretas por todo o corpo (semelhante aos linces das neves), ele usa uma calça vermelha bem forte, ele anda descalço, o cabelo dele (que fica no topo da cabeça não o pelo ok?) é espetado e ele tem uma pequena franja.
Agora vamos para a parte que a maioria devem estar interessados As habilidades. Passiva: Impacto Glacial A cada 10 Segundos o próximo ataque básico de Kasine irá causar atordoamento no alvo selecionado (por 0,5/1/1.5 segundos) dano adicional e lentidão em área, o dano aumenta de acordo com a armadura de Kasine e do alvo.
Q-Avanço Congelante Kasine avança em um área alvo causando lentidão de 60% em uma pequena área com duração de 1/1.5/2.8/3.8/4.8 segundos
W-Fúria da tempestade Congelada Passivo: Ao atacar um alvo que esteja sofrendo de controles de grupo (fora lentidão) Kasine ganha um acumulo de tempestade congelada que aumenta sua velocidade de ataque em 2%/4%/8%/10%/13% (máximo 3 acúmulos) Ativo: Kasine desfere um soco para os pés do alvo congelando-os, e enraizando o inimigo por 0,5/1/1,2/1,5/1,7 segundos
E-Caçada Furiosa Kasine avança em uma direção causando dano, deixando uma marca na posição em que conjurou a habilidade e deixando os inimigos em seu trajeto com lentidão, após o avanço Kasine pode reconjurar a habilidade para voltar a posição da marca e causando lentidão e dano nos alvos em que passar.
R- Ira de Avarosa Kasine da um soco poderoso com toda a força de avarosa, congelando e deixando o alvo inálvejavel, após isso ele começa a carregar um super combo que quando solto deixa o alvo em supressão e causa o dano da habilidade ao decorrer do combo, quanto mais Kasine carregar o combo mais longo o combo dura. segurando R por 1 segundo: 2 segundos de supressão segurando R por 2 segundos: 3 segundos de supressão segurando R por 3 segundos: 3,5 segundos de supressão segurando R por 4 segundos ou mais: 4 segundos de supressão Se Kasine levar um controle de grupo (sem ser lentidão) ele é forçado a usar a habilidade. Kasine pode levar dano por todo o processo. Dano da habilidade por nível (150/250/360)+ ad
Valeu pessoal espero que tenham lido até aqui e tenham gostado da ideia vamos la riot, faz ai.
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2017.09.22 05:23 cocacolacomcafe Sobre como pensar demais me colocou na borda do suicídio

Hoje vi a postagem do JealousAcoraceae sobre a vontade de querer parar de pensar. Eu ia fazer um comentário lá, mas é muito provável que o relato aqui pode ajudar ou mostrar novas perspectivas pra mais alguém no mesmo problema. Vale lembrar que foi o que funcionou pra mim, não tive acompanhamento psicológico durante esse tempo (mesmo que eu tivesse tido antes) e me considero um cara de muita sorte por ter pensado do melhor modo pra eu sair desse problema. Não vou fazer TL;DR porque não vejo necessidade.
Eu sempre me comparei com os outros, sempre fui muito focado nos meus objetivos e tento ser o melhor possível quando procuro fazer algo. Porém nunca fui um bom aluno, reprovei 1x na escola, 3x na faculdade e essa minha mania de comparação me fazia eu me sentir um merda. Como assim eu não vou conseguir ser bom? Como assim meu irmão que tem exatamente a mesma educação que a minha é um cara bem sucedido hoje e eu até agora batalho um bocado pra poder pagar pelo menos meu aluguel? Eu devo ser um merda mesmo e não enxergo.
Pensamentos assim começaram a me afogar, eu me sentia um bosta, mas escondia isso muito bem. Acho que por uma necessidade de não deixar todo mundo descobrir que sou um bosta mesmo. Esse meu disfarce foi muito bom, porque consegui namorar, tive muitos amigos, consegui levar uma vida socialmente boa, mesmo que eu fosse o "estranho" do grupo. Mas o tempo todo eu pensava sobre o quão bosta eu tava me tornando. Isso na época da escola.
Pensamentos suicidas apareceram pra mim no primeiro colegial, minha namorada da época chegou pra mim quando reprovei e disse "se reprovar de novo a gente termina". Uma professora minha chamou meus colegas e falou "gente, ajuda ele, ele não vai conseguir". Ouvi minha mãe chorando com o meu pai uma vez e ela disse "eu não sei o que a gente vai fazer com ele". Meu irmão brigou comigo uma vez e disse que eu devia ser burro de verdade. Minha mente foi definhando do ponto de vista da sanidade. Todo mundo era melhor que eu. Todo mundo. E eu ficava ainda mais puto quando tentavam me ajudar, porque falavam como se eu não estivesse enxergando o quão ruim eu tava sendo como aluno e o quanto eu tava ferrando com o meu futuro, porém eu tinha plena ideia disso tudo.
Eu cheguei num ponto de acreditar que ninguém ali, absolutamente ninguém, ia sentir a minha falta depois de morto. Na verdade iam, porém a sensação da perda ia passar. Eu tinha isso na minha cabeça. Só que eu não tinha a coragem. E ainda bem que eu não tive essa coragem.
Essa minha mania de pensar demais acabou por ser boa, porque eu consegui focar em pensar demais sem querer prejudicar alguém (incluindo eu). Comecei a pensar "se eu não vou ser bem sucedido profissionalmente, pelo menos eu vou ser uma boa pessoa". Porém ainda não era o suficiente. Os pensamentos estavam fortes, mas eu sempre me gabei do meu auto controle e tenho que me gabar sempre mesmo, porque se não fosse isso, eu já tinha pulado fora da vida, ou feito sei lá o que.
Na faculdade eu tive épocas de passar uma semana ou mais onde eu simplesmente não saía do meu quarto. Morava em uma kitnet onde só tinha o quarto e um banheiro. Eu tinha um frigobar e um microondas, então tinha comida pra semana inteira. Internet era meu asilo.
Certa vez me peguei lendo um artigo sobre a necessidade de socialização humana e os perigos que a reclusão social podiam trazer. Me deu um clique e caiu minha ficha de que eu tava ficando doente. Parei de usar meu frigobar, peguei ele e o microondas e mandei pra casa dos meus pais na minha cidade natal. Agora eu não tinha comida pra semana inteira. Foi a melhor forma que arrumei pra levantar e sair dali, agora todo dia eu ia no mercado comprar comida ou num restaurante almoçar. Ou era isso, ou era a fome. Olhei no espelho, barba rala mal feita, cabelo bagunçado, eu tava um bagaço. Quem ia querer conversar comigo daquele jeito? Ninguém, eu pensava.
Uma vez me chamaram pra tomar um tereré numa rep, eu gosto de tereré e achava melhor essas rodinhas durante o dia do que festa, porque você não se sente tão obrigado a conversar. Fiquei feliz por um momento, afinal eu pensava que ninguém tava disposto a querer trocar uma ideia comigo. Me arrumei, olhei no espelho, queria dar um tapa no visual, mas que se foda: basta fazer uma cara de paisagem e parecer interessado no que falam, que as coisas fluem. Não tão bem quanto deveria, mas fluem. Então fui.
... Vou adicionar algo que pensei aqui e acho válido: sempre vão te convidar uma vez ou outra pra alguma coisa, abraça isso sem pensar muito sobre, ou então vão parar de te chamar depois de tentarem umas três vezes.
Cheguei lá, deram uma zoada no meu bigode que realmente tava escroto, e comentaram "poxa, finalmente que saiu da sua caverna ein". Na hora fiquei absurdamente desconfortável, mas pensei comigo e eles tinham razão em comentar. Conversaram um tempo, eu cansei depois de meia hora, mas consegui aguentar uma hora e meia. Levantei, disse que eu tinha que terminar uns trabalhos e vazei.
Cheguei em casa, tirei o tênis (adoro ficar descalço), coloquei um som tranquilo no PC, deitei na cama e fui pensar na vida. O evento acima repetiu outras vezes e foi durante essas saídas que uma menina disse pra mim "fulano, você pensa demais, para". Continuamos conversando depois disso, mas isso ficou ecoando na minha cabeça. Cheguei em casa e repeti o evento na minha cabeça. Deitei na cama e pensei sobre. Esses momentos de reflexão tentando não me martirizar e entender que cada pessoa tem seu mundo e pontos de vistas diferentes me ajudou demais. Eu comecei a entender como tudo funcionava. Até que reprovei a segunda vez na faculdade.
BUM. Um soco na cara. Só que neste momento eu já tinha um convívio social maior, eu conseguia entender a minha importância na vida das pessoas, aprendi a ouvir, aprendi a falar, aprendi a conversar, gosto de dizer que aprendi a viver em sociedade. E muita gente se abria comigo sobre os mais variados temas, porque eu sentava do lado e ouvia. Não queria falar. Queria ouvir.
A vontade de me matar voltou a ecoar na minha cabeça, devia fazer um ou dois meses que eu nem sequer pensava nisso. E foi até bom essa vontade voltar pra discutir comigo depois de um tempo, porque eu consegui me posicionar melhor sobre a situação. Meus pais por mais que tenham convicção de que não serei bem sucedido (nunca me falaram isso, só imagino), eles precisam de mim, porque foi eu que mantive o peito erguido pra todos os perrengues psicológicos que eles passaram, e se eu sumir desse mundo, não tem irmão bem sucedido que vai conseguir segurar os dois desabados. Já tinha amizades que me consideravam muito por eu ser direto nas palavras sem ser mal educado ou parcial, vivo da sensatez e muita gente me considera demais por isso. Nessa reflexão sobre o meu possível suicídio me caiu a ficha sobre como enxergar a minha importância na vida das pessoas. Eu sei que nem todo mundo quer ter essa importância, só que gosto de ser importante pros outros e foi isso que encontrei pra ter coragem de acordar mais um dia.
Nesse meio tempo aí em cima eu tirei meu projeto de bigode mal feito, cortei o cabelo, comecei a fazer uns exercícios em casa, engordei 30kg (tinha 1,85m e pesava 50kg antes), aprendi a conversar, olhar no olho pra falar, puxar conversa, beber, manter contato com quem me considera (é a parte mais difícil até hoje). E o melhor de tudo: aprendi a ser ignorante.
Não ignorante retardado, ignorante de relevar as coisas. Pessoas erram, pessoas se fodem, a vida é aleatória, merda acontece o tempo todo, a gente não pode controlar as coisas que o universo joga na nossa vida. MUITA reflexão e MUITO tempo teimando comigo mesmo pra tirar algumas coisas da cabeça foram gastos, mas aprendi. Aprendi a relevar. To feliz com o fato de ter reprovado 3 anos na faculdade? Absolutamente não. To feliz com as cobranças dos meus pais e dos amigos sobre quando eu me formo? NUNCA mesmo. Dizer que a vida é linda é brega e é mentira, mas o fato da gente viver isso, de ter capacidade de fazer coisas maravilhosas tanto pra gente quanto pros outros, de ter um bichinho de estimação que te recebe na maior felicidade todos os dias, expressar as coisas através da escrita, da arte, do som, tudo isso faz a vida valer a pena. E ver pontos de vistas de diferentes pessoas é como ver um universo novo. Não gosta disso tudo? Tem outras saídas: construir algo novo, aprender uma habilidade diferente, desenvolver teorias, etc. Tem muita coisa pra fazer ou ser nessa vida. Mas não vai pensando que você tem a obrigação de fazer a diferença no mundo.
Foram 9 anos. NOVE anos nos quais eu fiquei lutando comigo mesmo. É muito tempo, eu sei, e foi muito tempo pra mim porque não procurei ajuda. E me arrependo. Se eu pudesse voltar atrás, com toda certeza eu teria ido em um psicólogo e com toda certeza minha vida seria diferente. Eu só tenho a agradecer por eu ter sido sortudo o suficiente e acertado nas minhas ideologias e nas mudanças que fiz. Mas repito: eu tive sorte, e contar com a sorte não é nada favorável a longo prazo. Se você tem qualquer pensamento ruim como os citados acima, procura uma ajuda profissional. Não é feio, não é lamentável, não é vergonhoso e você vai ser uma pessoa muito melhor.
Seis pessoas já foram pra um psicólogo por indicação minha. Dessas 6, zero ficaram neutras sobre o resultado. Todas elas ficaram assustadas com o resultado que deu, porque ajudou muito. E eu sei disso, porque já fui também, depois de tudo que passei e contei aí em cima. Foi a 3a vez que fui na minha vida, e cada vez que retorno é muito melhor.
Só não desiste.
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