Encontrar nomes de meus vizinhos

Neste artigo, você pode encontrar nomes legais de grupos do WhatsApp para amigos. Então, leia este artigo se precisar de inspiração sobre nomes legais de grupos do WhatsApp. A propósito, aqui estão nomes legais do clã, Links para grupos pornográficos do WhatsApp e o Gerador de nomes do Twitch para você também. Procure os nomes dos pais, filhos, irmãos ou irmãs, tios, tias, ou vizinhos no índice. Se você encontrar parentes ou vizinhos no índice, olhe para o registro original para ver se o antepassado que você quer está nas proximidades no registro. Registro original. [editar editar código-fonte] Calafrios Espaço para divulgação do Terror e seus subgêneros.. Home; Blog; Meus Vizinhos são um Terror (The Burbs, 1989) Este aplicativo já possui uma biblioteca de passwords mais comuns e vai primeiro testar todas elas de forma a tentar entrar logo de cara mas caso não consiga, o que é bastante provável, ele deverá ainda demorar bastante tempo até conseguir decifrar a senha. Veja aqui mais artigos relacionados: Oi WiFi Fon = Como Ter Internet Grátis ... Assessorias de cobrança: Quando a tentativa de localização já foi feita através do CPF, nome e telefone, é possível usar a pesquisa de endereço para encontrar vizinhos através do endereço. Além disso, o Localize pode ser usado para validar um endereço informado pelo devedor, dependendo do tamanho da operação. Recomendamos também abrir nosso post sobre: Lista de nomes para salão de beleza e cabeleireiros. Espero que esse artigo sobre Nomes para redes wifi, ajude você a encontrar o que procure ou faça você pensar em ideias para o que deseja. Você pode deixar mais palavras nos comentários no final deste post. Muitos nomes interessantes e zoeiros, uma lista cheia de ideias para ajudar você a escolher. São mais de 1000 nomes de grupos para Whatsapp, Facebook, Telegram e outras redes sociais e aplicativos como Line. A lista de nomes dos grupos sugeridos estão em ordem alfabética e separados por algumas categorias.

U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

2020.09.28 10:24 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

Capítulos Anteriores

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2020.06.06 08:08 EightfoldHenry Pelo menos uma vez gostaria de dizer o que penso desses tempos tão complicados, e depois nunca mais falar sobre.

Cada dia que passa acompanho menos e menos sobre as opiniões e tento focar o máximo nas notícias — por mais chatas que sejam.
E isso porque o que vejo é a emoção se sobressaindo acima da razão. Agora, que fique claro: não acho e nem penso que seja pouco, que seja sem motivos, ou exageros de qualquer um que sinta profundamente angustiado, amargo e com raiva em tempos assim. De verdade. Eu te entendo. Leio as mesmas notícias que você, vejo meus vizinhos se tornando estatísticas, assim como você. Enfim, estamos no mesmo barco.
Mas eu acho que o que mais me chateia é o povo e a suas reações. O quão superficiais e ineficientes são. A necessidade de apontar o dedo para qualquer direção, qualquer um que possa justificar, de um jeito ou de outro, a dor sentida. O que nos fazem focar em tudo, menos nos problemas que de fato merecem nossa atenção.
O país hoje vive extremamente dividido. O ódio e intolerância mais concentrado que café de padaria às seis da manhã. De um lado, fanáticos e teimosos. Pessoas que simplesmente não querem ou não conseguem lidar com a verdade. Com o erro em seus julgamentos, com a fé perdida naqueles que acreditavam. No outro, pessoas que já não aguentam mais tanto sofrimento e estupidez por parte daqueles que deveriam nos guiar e olhar por nós.
E nesse meio todo o que mais ouço é: "X tem mais é que se foder.", "uma porra dessa tinha de estar morta", "tem que ser fuzilado para aprender, prisão é pouco."... bem, você sabe, inúmeros comentários e sentimentos desse tipo.
Vejo muito, muito disso nesse sub. Às vezes até mesmo sobre outras coisas além de política. Como no caso do MC que fez chacota de uma menininha da Disney, e o povo só faltou rasgar as roupas do corpo de tão irritadas que ficaram. E com razão. Tem razão de ficar assim. Seja na política ou nesses casos horríveis que aparecem na internet hora ou outra.
O caso mais recente, claro, George Floyd. É tão absurdo que é óbvio que alguém vai encontrar seus limites e perder a razão. Pessoas de bem e com interesses de bem se encontrarão em lugares extremamente escuros em si mesmas. E de novo: tem motivo. Não é do nada.
Mas o meu problema é que, por mais que já tenha sido uma daquelas frases que se tornaram comerciais para fazer corporações e pessoas vagas soarem cultas nas redes sociais, é uma frase extrema importante no meu ponto de vista. Que para mim, me impede de sentir qualquer impulso em agir através da raiva e indicação de forma negativa.
"Não se conserta violência com mais violência."
Da mesma forma que um erro não invalida ou justifica o outro. Da mesma forma que ódio não soluciona ódio. Como racismo não resolve racismo.
Encher o peito pra dizer e acreditar que o seu presidente tem mais que morrer, independente do quanto faça por merecer ou não, é tão ineficaz quanto o próprio presidente. Como culpar deliberadamente (me referindo a generalização) pessoas brancas e sentir raiva delas por tudo que fazem contra a comunidade negra, não resolve absolutamente nada. No máximo, te levar a fazer coisas que só reinforçaria todas as ideias e stigmas que tentar colocar em você.
São tempos onde precisamos crescer, de um jeito ou de outro, acima de tudo isso. Ser racional e não emotivo. Porque a raiva vai passar, como qualquer outro sentimento. E é justamente aí que todo mundo esquece dos mesmos problemas e vivem suas vidas.
Impeachment da Dilma, ao meu ver (de certa forma leigo até), veio disso. Não estou dizendo que ela não merecia/que não foi a melhor atitude... não quero entrar nesse mérito. Quero apontar que por mais que milhões foram nas ruas, milhões foram por emoção. Foram para tirar, como muitos a chamavam, a "puta/vadia" do poder. Esses muitos que foram se pá sabiam quem viria após e o que aconteceria após. E aconteceu. Ela saiu. E depois? O gigante acorda mas infelizmente sofre de Alzheimer. Mesmo com o PT. "Vamos tirar do poder!" Ok. Mas quem vem depois? O quê vem depois?
Bom, você sabe. E o mesmo vai acontecer, depois e depois e depois. Ficar puto com uma situação não resolve ela. Depois a raiva cansa e a pouca mudança que veio com ela é esquecida. No cansaço o povo olha pro lado, vê os mesmos problemas com novos nomes e pensa: "ah, foda-se. Político é tudo igual." e segue andando. Chega, grita, faz a merda, e não fica pra ver como termina.
Toda vez que estiver com raiva, pare e pense um pouco. Eu sei que seus parentes intolerantes enchem a porra do saco, eu sei que o Twitter parece um chorume do inferno, eu sei que o presidente e todo o governo ao redor dele è absolutamente asqueroso, eu sei que o povo prefere mastigar a merda do que assumir que fede... eu sei. Também estou aqui.
Mas por favor. Isso não vai te ajudar.
A raiva e a negatividade de tudo isso te consome. A estupidez deles te consome. Você perde dos dois lados. Eles estão te fodendo e você vai acabar fodendo a si mesmo com tudo isso.
E não falo só de bem estar. Falo também num ponto social, político. No sentido de que, quanto mais você racionaliza através dessas questões, mais você se aproxima de lidar da melhor forma com elas.
Nós como humanos temos essa necessidade de pôr esse tipo de coisa pra fora. De ter algum Judas pra apontar o dedo, de ter um cachorro morto pra chutar. É natural com todo mundo.
Mas se deixar parar aí, tudo, para todos, vai continuar absolutamente a mesma merda.
E você, que sabe e vê a irracionalidade do outro lado, vai acabar não sendo tão diferente.
E aí? O que vai adiantar bater boca com o vovô retrógrado se você só vai acabar gritando, puto, igual ele faz? Essas são questões extremamente delicadas que exigem o melhor de você sempre que lidar com elas.
Por favor. Eu sou um ninguém. Mais um merda qualquer no oceano do Tietê. Por favor: pare por dois segundos e pense. Não se deixe levar. Não vai te ajudar. Por favor.
O motivo pelo qual digo que não vou mais entrar nesse assunto é porque eu sei que não vai adiantar. Talvez hoje, talvez amanhã. Talvez para um ou outro. Mas na grande escala é uma luta colossal e perdida. Assim creio. Seria preciso outro Martin Luther King Jr. para alcançar as pessoas de um jeito que as permitam enxergar com a cabeça e não o coração. Passei a maior parte da minha vida quieto porque eu sei que a minha palavra tem um valor quase que insignificante quando de frente aos nossos impulsos.
Mas só hoje, só dessa vez. Por favor. Pare e pense por dois segundos. Seja racional, não emotivo. Eles vão escutar seus gritos mas não vão ouvir suas palavras. Sejam "eles" um grupo de pessoas, seu amigo, seus pais, sua família, um grupo no WhatsApp, uma multidão.
O tipo de gente que tenta conquistar coisas através do grito dizem muito sobre elas apenas nesse simples detalhe. E como bem sabem, é nesse tipo de situação que a gente acaba.
"Ele" vai foder seu país e a sua cabeça também? Sua família? Não, não precisa tanto. Calma. Pensa um pouco. Talvez você não salve o Brasil e a sociedade. Mas talvez alguém que está cego e sendo levado pelas emoções. Alguém que você ama, alguém que é importante para você.
Eu sei também que alguma dessas coisas soam clichês. E se tornaram. Pareço a Coca-Cola tentando fingir que se importa para vender mais uma latinha. É, eu sei. Mas passei muito dos meus anos observando, de tempos em tempos momentos como esses, e tentando encontrar alguma coisa nisso tudo. Maturidade para crescer acima. Aos poucos encontrei.
Mesmo que tenhamos opiniões diferentes pelas mais diversas coisas, ou que vivamos nos mais diferentes lugares e classes sociais: isso vale para todos nós.
Se eu tivesse a certeza que funcionasse, chegaria a implorar para que tivessem um pouco mais de calma, por mais que o momento possa te levar no extremo de seus limites. Só assim algo construtivo seria alcançado.
E eu te garanto uma coisa: colocar o Bolsonaro, seus filhos, seus comparsas, e quem quer que seja contra uma parede e fuzilar por horas, não te faria sentir nem um pouco melhor do que sente agora.
Pior. Você se sentiria pior. E todos os problemas que os cercam se tornaram piores. E tudo porque você se deixou levar.
Tome como exemplo quem já passou por isso. Terry Crews sobre seu pai.
Desculpa se ficou chato ou muito longo. Só precisava desabafar ao menos uma vez. Obrigado.
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2020.01.19 23:52 Miguelzingameprais A Minha Primeira Vez...

Bem... Meu nome é Miguel e comecei a usar o Reddit agr, então... Foi mal se feri alguma regra da comunidade com essa história de alguma forma, já que não sei ainda como o Reddit funciona, MAS.. enfim
Olá luba, Matheus, Luiz ou outro editor, possível convidado, Fodrigo Raro, Orochi sen-pai, Lean Juca, gatinhos que não me recordo qual o nome delas e turma que está a ver
Esta história se passou ano passado (2019) pra quem é de 2021 ou adiante
Lá estava eu querendo jogar CS:GO no meu PC, ninguém dos meus amigos estava on, então fui ao servidor do Goularte no DD e entrei numa call, assim encontrei a (Insira o nome dela aqui) vou chama-lá de F u l a n a, nós jogamos cs, ganhamos e conversamos no PV, ela falou alguns gostos, que eram semelhantes aos meus como por exemplo...
Ela gostar de Megaman e eu tbm, Gravity Falls e eu tbm, etc. Acho q vcs entenderam..
Depois de alguns meses de conversas fizemos nossa primeira call com web Cam, e aí que eu me.. Vergonha alheia* a p a i x o n e i, dscp foi a única palavra que eu achei pra descrever isso, e tbm a mais vergonhosa possível
Aí trocamos whatsapp e td mais, até que nós decidimos ver onde nós 2 morávamos e a distância de onde estamos localizados, e descobri que a guria morava no meu BAIRRO VIZINHO, o universo está conspirando ao meu favor, vou esperar mais algum tempo pra dar merda como estou acostumado ... COF.. COF oq eu disse ?
Tempos se passam e o Goularte envia um vídeo intitulado
"Envie este vídeo pra sua crush sem contexto algum"
Achei que era uma brincadeira que alguém faria só de zoeira então ignorei, até ele postar um vídeo sobre isso, então eu disse
"Ah foda-se eu vou tentar" ~Miguel 2019
Já que está história se passa em 2019
Então fiz isso e.. DEU CERTO, e assim o Web namoro começou
Nota: Eu fiquei tão feliz que tirei print e postei no Twitter '-'
E nós 2 decidimos de nós encontrar num parque aqui em divisa do bairro dela com o meu
Quando chego lá, espero por em torno de meia hora até ela chegar
Quando ela chegou, fomos a um lugar sem movimento, e ficamos lá, lembro que eu fiquei no celular pra tentar distrair ela pq eu tava c uma puta vergonha alheia, até que o clima começou, encostei numa árvore e BAH foi, meu 1° beijo de língua, pois já tinha beijado outra só que foi só selinho, isso quando tinha uns 9 anos e nem sabia oq tava acontecendo..
E.. é estamos juntos até os dias de hoje
Dscp por algum erro, e pela história meio grande, e não ter ngm se fudeno como estamos acostumados a ver..
Fico por aqui e adeus :D
submitted by Miguelzingameprais to Lubavitch [link] [comments]


2019.07.11 19:32 SkyDezessete Reflexões sobre o furo (primeira parte)

Olá. Gostaria de opiniões sobre este texto que escrevi a uns anos mas nunca consegui terminar, nunca fui capaz de continuar, por algum motivo - falta de dedicação talvez, mas algo me diz que há algo na estrutura desse texto que torna-o difícil de de fato continuar. Abraços.
Dia 1. Há dois dias atrás surgiu um furo na parede de minha sala, no oitavo andar de um prédio na Rua das Laranjeiras. O furo surgiu de repente, sem saber de onde vinha, mas sabendo para onde ia: minha parede. Eu estava sentado pensando nas coisas que a vida nos traz ou trará quando comecei a ouvir um estranho som. Estava lá então, exatamente cinquenta e três centímetros acima do rodapé, um pequeno furo. Não podia ser fruto da atividade de outra pessoa que comigo convive, pois esta pessoa inexiste; muito menos obra de um vizinho que exageradamente perfurou sua parede, pois o furo também estava a trinta e seis centímetros abaixo da janela. A única explicação válida para o surgimento do furo seria um pássaro com polegares opositores e uma furadeira disponível ter decidido que meu parapeito ficaria mais belo se estivesse acima de um furo.
Dia 2. Estive contemplando a natureza do furo que havia surgido em minha parede. Precedendo seu aparecimento, houve um barulho típico daqueles que precedem furos: um zumbido alto, frenético e perfurante, de algo girando rapidamente – em síntese, um som de furadeira. A hipótese do pássaro mutante com aspirações a paisagista não me parece absurda. De fato, aparenta-me a única explicação válida para justificar o súbito surgimento deste furo, afinal, de que outra forma minha parede poderia ter sido furada? Talvez um morcego. Poderia ter sido um morcego contendo as mesmas características que este pássaro imaginário.
Dia 3. Decidi olhar para dentro do furo. Não sei o que eu esperava ver para além dos sete milímetros de diâmetro que o furo continha. Só sei que todas minhas expectativas foram abaixo após ter de fato colocado meu olho próximo ao furo. O que eu vi foi uma densa imensidão de pura cor preta. Quer dizer, nada. O buraco é muito pequeno para poder contemplar qualquer coisa que está além dele. Não posso, porém, ficar desmotivado com isso. Pelo lado bom, não aconteceu nada de ruim com minha integridade física quando eu tentei examinar o furo. Imagine se quando eu tivesse olhado por ele, surgisse o morcego arquiteto e decidisse que eu estava sendo curioso demais para com sua criação. Imagine se ele tentasse me convencer a não investigar a circunferência escura em minha parede. Na sua argumentação, ele poderia usar um martelo e me coagir a cessar com minha apreciação. Aposto que o engenheiro amador teria um martelo para me ameaçar, caso surgisse a oportunidade.
Dia 4. Não devo considerar como válida a existência do morcego decorador. Não é possível que qualquer ser vivo inteligente o suficiente para utilizar uma furadeira julgue que um furo tornaria mais bela a minha parede. Qualquer um com um mínimo senso de estética, ao refletir sobre o visual do furo, raciocinaria que furar cômodos arbitrariamente é uma péssima ideia. Principalmente este abaixo da minha janela, que se assenta de forma assimétrica na minha sala de estar, enfeiando minha morada.
Dia 5. Deixando o furo de lado por um momento, penso nas palavras que uso. No meu caderno, ontem, eu escrevi uma conjugação do verbo “enfeiar”. Existe “enfeiar”? Parece-me que sim. Se existe “embelezar”, por que não “enfeiar”? Afinal, quem é a gramática para dizer que é impossível tornar algo feio? Por que não existiria um verbo para denominar a ação de tornar algo menos agradável à experiência visual, como por exemplo, quando furam uma parede sem perguntar para seu dono? Uma rápida busca ao dicionário me diz que, sim, existe “enfeiar”. Contudo, a forma correta de escrita é “enfear”, sem o “i”. Como podem retirar o “i” da palavra “feio”, a quem o verbo deve sua existência? Jogar toda uma vogal, rica em sentimento que é a vogal “i”, no abismo, sem agradecer à palavra progenitora? Que palavra mais rude. Enfeiaram meu vocabulário.
Dia 6. Acredito que deveria aceitar a palavra “enfear”, e assim renegar sua palavra irmã – a qual me nego a escrever novamente hoje, para não cometer novos erros. Percebi que sou completamente desempoderado para determinar as palavras que existem e as que não; e aquelas que existem não o fazem por ser bonitas. Afinal, se apenas os belos vocábulos existem, deveria a palavra “alcachofra” existir? Se minha premissa estivesse correta, qual deveria ser o nome do vegetal que tanto colocamos em nossas mesas? Alcachofra. É assim que deveríamos chamá-lo, e não retirar seu nome, sua identidade, apenas para tornar nosso idioma mais palatável aos ouvidos. Uma pena que nossas orelhas não possam saborear uma alcachofra assim como nossas línguas, e que sofram toda vez que falamos “hoje terá alcachofra para jantar”.
Dia[JM1] 7. Andei pensando sobre as alcachofras novamente – Não sobre alcachofras exatamente, mas sobre nossa percepção sobre as alcachofras – e cheguei a conclusão que a planta trata nossos sentidos de forma injusta. Tratam nosso paladar com tanto carinho e afeição, mas nossa audição com tanta fúria. Por que um alimento tão bom foi logo se chamar de “alcachofra”, uma palavra horrenda e amargurada? Claramente os mais tenebrosos pesadelos e histórias de horror foram sonhados ou escritos após o pronunciamento da palavra “alcachofra”. Passo a não gostar mais de alcachofras. Não posso admirar um ser tão rancoroso e terrível quanto a alcachofra, que trata nossas sensações de forma tão incoerente. Alcachofras são arbitrárias.
Dia 8. O furo aumentou de tamanho. Da última vez que prestei atenção, o buraco era pequeno o suficiente para colocar uma caneta após muito esforço, e hoje é grande o suficiente para enfiar todo o meu dedo maior. Como se deu o alargamento do furo eu não imagino. Talvez o furo não tenha aumentado e na realidade meu dedo tenha diminuído. Bem que eu senti sua estranheza após sair de um longo banho ontem. Senti que olhava para mim angustiado, querendo falar algo. Agora sei que queria anunciar seu encolhimento. Perdoe-me dedo, por negligenciar seus anseios, hoje vejo que estava certo . Nunca mais irei ignorá-lo.
Dia 9. Meu dedo estava mentindo. Se aproveitou de minha inocência e complacência para com meus membros e decidiu caçoar de mim. Não foi ele que afinou-se, o furo de fato aumentou seu diâmetro. Aumentou a um ponto em que posso colocar meu olho próximo e finalmente ver o que está além da parede de minha sala. O que será que estará nas profundezas do furo? Quais surpresas eu irei encontrar através do furo que surgiu na parede de minha sala?
Dia 10. Eu não vi nada além do furo. A mesma imensidão negra se mantém, e nem a luminosidade de uma lanterna pôde me auxiliar. O furo continua um mistério. Como pode a escuridão se manter perante a luz? Este escuro parece ser algo além do escuro comum de quando acordamos às quatro da manhã para ir ao banheiro, afinal, este último não é poderoso o bastante para ignorar a superioridade da lâmpada no teto. No entanto, a escuridão que se aloja abaixo da janela e dentro do furo em minha sala é.
Dia 11. O furo está passando a me assustar. O potente nada que se instalou em minha parede agora me parece incoerente com todas as leis da física que eu tanto estudei em meus anos de escolaridade. Até então, parecia-me universal que a luz iria sempre se sobrepor à falta dela. Contudo, este furo que se alojou em minha parede passou a ignorar tudo que eu acreditava conhecer.
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2019.02.21 03:08 lucius1309 72 HORAS EM CLARO

Coloque esse som pra tocar. E boa leitura.
https://www.youtube.com/watch?v=\_6hYe6FbA60
Um desses bêbados completamente fodidos, no meio da rua, gritando e xingando todo mundo, todo fedido e com vômito pela roupa, cheiro de cachaça da mais barata exalando pelos poros do corpo todo.
Olha pros lados e começa a discutir com a própria sombra. Chego de carro, estaciono na porta da minha casa e ele, sendo meu vizinho me aborda.
"CARLOS, AINDA BEM QUE VOCÊ CHEGOU, EU PRECISO DE TRÊS E CINQUENTA PRA COMPRAR MAIS UMA GARRAFA, AINDA BEM QUE CÊ CHEGOU, NINGUÉM ENTENDE DESSAS COISAS, MAS EU SEI QUE CÊ VAI ME AJUDAR!!"
A mãe do rapaz tenta colocar ele pra dentro de casa, sem sucesso. São mais de vinte anos aguentando o alcoolismo fodido dele, inclusive já bebemos juntos muitas vezes na época que eu tava igual a ele, fazendo a mesma merda que ele tá fazendo agora. Só que hoje eu tenho outra pegada. São 22h, fiquei o dia todo com Mariane, transando e conversando sobre discos e planos pra um possível casamento daqui há uns anos. Ela tem 21 anos e tem um pique diferenciado, eu com 28 nem sempre acompanho ela, mas ela acaba comigo fisicamente, todas as vezes que nos vemos e rola sexo, eu sinto que não tenho mais o mesmo pique que tinha há 10 anos atrás. O que tá acontecendo é que, apesar da pouca idade, eu peguei muito pesado com a minha vida, por muitos anos, e essas noites que ficava sem dormir, acabaram comigo. Às vezes eram três, quatro dias, bebendo vodka e cervejas e cheirando cocaína sem parar, e isso possivelmente acabou com o meu organismo, então, eu não tenho mais o mesmo pique.
Apesar do cansaço, vejo que meu vizinho está muito mal, e ajudo ele, pego ele pelo braço e levo até o chuveiro, dou um banho e coloco pra dormir, como um bebezinho. Tenho inclusive o cuidado de virar a cabeça dele de lado, pra não engasgar com o próprio vômito. A mãe dele não tem palavras pra me agradecer, eu digo que não há de que e tudo segue normalmente. Aquele cara que era fodido de bêbado, hoje tem como missão ajudar outras pessoas que ainda estão fodidas de bêbadas e não vejo isso como algo a me vangloriar, mas sim como algo comum. Quero dizer, o pássaro voa, a cobra rasteja e eu ajudo alcoólatras. Pra mim isso é tão normal quanto aumentarem a passagem do ônibus todo início de ano, ou o Datena encher o cu de dinheiro apresentando desgraças na TV há décadas.
Mas como eu estava dizendo, sobre Mariane.
É uma garota legal que estou conhecendo tem pouco mais de um mês, o sexo é sensacional e ela tem um gosto musical diferenciado, estamos nos conhecendo e fazendo milhares de planos, eu tento acompanhar o ritmo dela e algumas vezes eu consigo, algumas não. A idade está batendo na minha porta. Hoje eu não sei se conseguiria beber como bebia antes. Inclusive, fiz exames de rotina essa semana, pego o resultado semana que vem. Acredito que esteja tudo bem.
Falando em noites sem dormir, eu ainda lembro do dia em que coloquei esse vizinho bêbado dentro da minha casa. Eu tinha acabado de terminar com Andréia, que foi uma foda fixa por seis longos meses, e infelizmente eu acabei me apaixonando. Como eu tinha terminado com ela, resolvi chutar o balde e fazer uma coisinha que a gente chama de "bender", que consiste em simplesmente encher a cara e fazer muita merda sem parar. Eu estava de folga no fim de semana, decidi fazer um bender de sexta a noite até segunda de manhã. Na época eu ganhava um dinheiro bom, portanto poderia ficar 3 dias bebendo sem parar e sem me preocupar com porra nenhuma. Sexta feira fiquei trancado dentro de casa tomando vodka com coca e cheirando sem parar. Quando eu usava droga, minha trilha sonora preferida era uma banda chamada Tool, eu adoro uma faixa deles que chama Third Eye, que fala justamente sobre expansão da mente e de como a gente tem que se questionar para encontrar a verdade ou qualquer tipo de "iluminação", digamos assim. Sobre como o caos é necessário pra se alcançar a ordem. Sobre formar mentes para a realidade justamente fugindo dela. Chovia muito e eu subi na biqueira umas duas ou três vezes pra buscar mais droga, meu quarto estava cheirando a cal e álcool, eu virei a noite sem dormir e não me sentia minimamente cansado no sábado, que foi o dia em que resolvi sair pra beber num bar imundo que eu batia ponto. Antes de ir pro bar, passei na biqueira e peguei 5 gramas de cocaína.
O bar estava animado. Velhas sem os dentes, velhos com a camisa surrada e desabotoada, um karaokê que só tocava brega, drinks baratos, cerveja de litrão a cinco e seis pratas, banheiro imundo com vaso sem descarga e muito, mas muito fracasso num mesmo lugar. Estar ali era como estar em casa. Ao menos o banheiro tinha tranca, ou seja, eu podia me fechar pra usar minha droga em paz, e depois voltar pra beber no bar. Gosto de ambientes assim.
"Novo por aqui, garoto?" um velho me pergunta.
"Claro que não, meu amigo. Estou quase toda semana aqui. O senhor que é novo, não eu." eu disse, golando minha cerveja.
Ele me olhou estranho, aí olhou pra cima, depois me olhou de novo. Aliviado, retruca.
"Porra, mas é claro, sempre te vejo aqui, é que não tava te reconhecendo. Geralmente esse bar é mais escuro do que hoje, não?"
"Com certeza. Gosto dele mais escuro, mas não sou o dono, não posso decidir, né?" respondi demonstrando total desprezo ao lugar.
Começamos a papear sobre todos os assuntos possíveis, o velho tinha alguma bagagem, eram mais de 30 anos dedicados exclusivamente pra garrafa, me deu uns conselhos, principalmente pra parar de cheirar, cocaína ia me destruir um dia, já a bebida só ia me deixar mais esperto e alerta (eu pensava justamente o contrário, mas estava travado demais pra tentar discutir com um bêbado como ele). No fim das contas, estávamos fazendo planos pra abrir um boteco só nosso, com pouca iluminação e velhas semi nuas dançando em pole dances e chupando os paus dos clientes sem usar dentaduras. Seria um novo conceito de entretenimento, e quanto mais cocaína eu mandava pro meu septo, mais ideias eu tinha. Os drinks seriam temáticos e teriam nomes de músicas e artistas bregas, do norte e nordeste do país, os preços seriam em conta e teriam quartos pra quem quisesse traçar as senhorinhas semi nuas. Naquele instante a ideia pareceu genial, trocamos telefones e saímos do bar, ele tropeçou na calçada, caiu na sarjeta e por ali ficou, já eu fui a pé pra casa, mas antes passei na biqueira e na adega 24h, comprei mais drogas e mais bebida, nessa altura já tinha gasto com a pequena farrinha pelo menos uns 500 reais, mas como eu disse, eu não tava me preocupando muito, usei Andréia de argumento e portanto, tava tudo no seu devido lugar.
Domingo de manhã eu estava completando 48h de pé, acordado, sem dormir, de maneira ininterrupta, meu corpo estava quase cedendo, não comia nada desde sexta, mas seguia firme e forte, com rugas no rosto, olheiras fundas e ouvindo Tool, Alice in Chains, Doors, Metallica e Slayer. Saí de casa pra ir buscar mais droga quando encontrei o meu vizinho. Ele estava desesperado.
"Carlos, é o seguinte. Preciso de cinco conto pra comprar uma pedra senão eu vou surtar. É sério, eu PRECISO, é URGENTE."
Eu vendo aquele desespero todo tive que intervir, e por isso, chamei ele pra ir na biqueira. Tava um sol do caralho, andamos que nem camelos, as pessoas nas ruas todas felizes curtindo o final de semana, lavando carros e jogando futebol com os filhos, senhoras nas calçadas com as filhas falando de novelas, e nós dois, completamente travados e virados, desesperados por um momento de prazer, que mesmo curto, ainda assim era um momento de prazer. Comprei 8 pedras pra ele e mais umas gramas de pó pra mim. Passamos no mercado, compramos mais bebida e fomos pra minha casa. Nos trancamos no meu quarto e começamos os trabalhos. A música estava extremamente alta, mas os vizinhos nem chamavam a polícia, talvez por medo, talvez porque viam em nós dois fracassados e não queriam que a gente se fodesse mais, eu não sei dizer ao certo. O quarto tinha um cheiro de querosene queimado do caralho, eu nunca gostei de crack por causa disso, o cheiro era forte demais, a brisa pesada demais e principalmente, curta demais. Meu negócio era a garrafa. E um pouco de pó pra poder beber mais. Passamos a tarde toda juntos, a noite ele foi embora, e eu continuei. Virei a madrugada toda bebendo e cheirando, e quando deu 8h da manhã, meu corpo foi vencido pelo cansaço e finalmente peguei no sono, no sofá da sala mesmo. Dormi o dia todo e acabei sendo mandado embora do meu trabalho no dia seguinte. Dali em diante, minha vida foi ladeira abaixo.
Hoje eu ajudo esse cara como posso, tento aconselhar, tento mostrar que se eu consegui sair, ele consegue também. Tento ter uma vida mais saudável, como legumes e pratico caminhadas pela manhã, não bebo e nem uso droga nenhuma mais, tenho pavor de hospital e graças a Deus só tenho precisado ir em um quando vou fazer exames de rotina. Minhas contas estão pagas e meu sono tá em dia. Mariane suga tudo de mim quando estamos juntos e meus textos estão cada vez mais escassos. O escritor durão está morrendo e se tornando um cara com um puta coração mole que não se deixa corromper por pouca bosta. Um cara que tem empatia, talvez. Um cara que tenta ajudar, talvez. Apesar dos pesares, estou aqui, firme.
Tudo ainda é real demais pra ser esquecido. A riqueza de detalhes da minha mente ainda é real demais. Então, por enquanto, tô seguindo tranquilo na minha caminhada. Entre dias bons e dias ruins, tudo está no seu devido lugar. E quem sabe, eu volte a bater contos, assim como ensaiei um nesse texto aqui. Ao som de Coltrane e Miles Davis, enchendo a cara com água gelada e tentando resgatar em mim algum talento que algum dia possa ter existido. Simples como montar planos em botecos. Simples como olhar pro céu e sentir esperança e com sorte alguma paz. Simples como ajudar as outras pessoas. E, o principal: me ajudar.
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2018.12.14 02:28 S4dBear Bad feels (Novamente)

TL;DR - Encontrei minha ex que eu terminei com ela por conta de traição na varanda de um vizinho abraçada com ele e me sinto mal com isso.

Faz quase um ano que terminei com minha ex namorada, de um relacionamento de 03 anos, se me lembro bem era dia 15/01 desse ano. Ela já tinha me traído uma vez e aquilo me machucou muito, porém depois dela pedir para conversar comigo chorando que estava arrependida do que fez e ter implorado para eu não me afastar, eu infelizmente resolvi dar uma segunda chance em vez de ignorar (tenho um coração meio mole). Problema é que o cenário se repetiu novamente... Provavelmente no inicio do ano ou antes da virada, dessa vez eu não quis saber dos detalhes, apenas senti algo muito estranho, uma ausência sem necessidade da parte dela somado pelo fato de que ela me deu um beijo na bochecha em vez da boca, senti que alguma merda tinha acontecido e resolvi perguntar para tirar a dúvida da minha cabeça... Para bem ou para pior ela consentiu com um silêncio. Então diante do exposto eu não tive escolha a não ser terminar o relacionamento... Já não bastava ser feito de tolo uma vez, ela repetir tudo de novo era um pouco de mais para aguentar.
Nos primeiros meses eu me senti muito mal... Nem sabia o que fazer, só ficava em casa deprimido e nem queria saber de sair, ainda estudava todo dia (porque sou concurseiro), mas com muita dificuldade de se concentrar. Mesmo com a ciência que o vacilo era dela e que eu tinha minha consciência limpa me sentia muito mal, a sensação de abandono emocional me mutilava todos os dias. Com o tempo, uns 06 meses após o termino do relacionamento fui conseguindo me recuperar, porém não foi nada fácil. Comecei a correr todo dia para aliviar o estresse e estudar com mais frequência e estava finalmente me sentindo melhor. Ainda me lembrava das dores do trauma e isso me desanimava as vezes e causava insônia, porém já não era tão pesado como no começo do término.
Criei uma conta aqui no Reddit meio como forma de encontrar algo diferente e acabei achando essa sub, aqui eu podia me distrair um pouco ajudando pessoas com minha experiência de vida e isso teve um impacto muito positivo no meu ânimo diário. Aos poucos eu estava sentindo um progresso bem significativo na minha vida e no meu desempenho nos estudos também. Comecei a fazer uma academia para aliviar mais ainda o estresses do estudo, jogava alguns jogos no final de semana para fugir um pouco da realidade e até então tudo isso estava me bastando. De pouco em pouco problemas de insônia estavam sendo menos frequente e eu estava quase me sentindo livre dos pesos do passado.
Porém hoje 13/12 quando passeava com os cachorros reparei que tinha um casal em cima da varanda do meu vizinho que estava ocupando precisamente um único espaço, pois a moça estava na frente e o rapaz atrás dela encostado, naturalmente não resolvi olhar para não ficar empatando o momento do casal... porém após passar alguns metros da casa escutei uma voz muito familiar e quase certeza que o rapaz falou meu nome também, então me virei para acenar e simplesmente não acreditei quando vi o rosto da moça... a moça era minha ex, e logo após esse momento levemente ela se afastou sem falar nada e entrou enquanto fazia um sinal chamando o rapaz... Talvez com vergonha de eu ter visto ou para me provocar, eu não sei... Só sei que isso me deixou meio magoado e triste, sentia o meu sangue aquecendo no corpo enquanto minha mente entrava em turbilhão de pensamentos inseguros, única coisa que conseguia fazer é segurar um sorriso meia boca enquanto meus olhos se apertavam um pouco. E agora de novo uma tristeza penetra minha cabeça e meu olhos lacrimejam mesmo sabendo de todo o mal que ela me fez. Me sinto o cara mais idiota do mundo por ainda está sofrendo por uma pessoa que me traiu... Simplesmente queria que isso passasse, mas parece que hoje terei insônia de novo, mesmo depois de um ano quando finalmente achei que já tinha superado esse fantasma do passado.

Bem... meu desabafo era esse, precisava botar essa aflição para fora. Obrigado para quem leu e sinta-se a vontade para comentar ou não.
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2016.08.27 04:54 sirblackhand [Desabafo] Esta noite fiz a minha boa ação do dia

Antes de mais, desculpem se isto parece um post do Facebook, mas como não uso vim desabafar com vocês. Além disso, ter lido aqui um post sobre um assunto semelhante há uns tempos ajudou-me a pensar no que fazer.
Cerca das 23.30h sai de casa a pé para ir a um café a uns 400m para comprar tabaco. Como moro numa rua residencial bastante calma, a essa hora é raro ver carros ou pessoas na rua. A cerca de 100m de minha casa, nas escadas da entrada de um prédio vizinho, reparo que está uma carteira de senhora em cima de um degrau. Achei estranho, parei por um segundo a olhar para os carros à volta e para as janelas, mas não vi ninguém nem luzes em alguma casa.
Segui caminho, sem tocar na carteira. Comprei tabaco, voltei para casa, e lá estava a carteira no mesmo local.
O meu pensamento foi ou a) chamar a polícia e esperar junto da carteira que eles chegassem; ou b) pegar na carteira, levá-la para casa e tentar encontrar um contacto ou identificação do dono.
Como não tinha levado o telemóvel, optei pela segunda hipótese. Quando ia para casa com a carteira na mão só pensava.. "se o dono aparecesse agora e me visse, a minha boa vontade ia ser facilmente confundida com eu a tentar roubar a carteira"..
Chegado a casa, abri a carteira e procurei algo com identificação. Não vi sequer se tinha dinheiro, não era capaz de vasculhar algo pessoal dessa forma. Só queria saber mesmo um nome ou morada ou número de tlm. E lá estavam, todo o tipo de cartões, do banco, cidadão etc etc. IPhone, chaves, ou seja, um fartote para alguém mal Intencionado.
Aí naqueles minutos seguintes enquanto esperava que alguém ligasse para aquele telemóvel, lembrei-me de um post de alguém aqui algum tempo atrás em que recomendaram deixar um papel a informar que encontraram algo e o número de contato. E assim fiz, escrevi que se encontrou uma carteira, e deixei o meu numero. E sai de novo de casa e fui colar o papel na porta do prédio vizinho.
Cerca de meia hora depois, o telemóvel toca. E era o marido da senhora a falar do papel, pedi para me dizer o nome da mulher, para ver se batia com o nome que eu tinha lido nos cartões, e pronto, em menos de 1minuto encontrei-me com eles e devolvi a carteira.
Devo dizer que a satisfação que obtive com a reação do casal ao reaver a carteira foi imensamente melhor do que qualquer recompensa monetária que pudesse ter recebido (não recebi nem ia aceitar caso tentassem), e sinceramente fez-me sentir muitíssimo bem comigo mesmo por ter essa ação, pois tenho noção do quão fácil iria ser alguém com menos educação e civismo simplesmente roubar os bens de valor e abandonar o resto. Ou ainda pior tal a quantidade de cartões pessoais que ali estavam.
Por isso, façam boas ações, não porque parece bem, mas porque farto de gente ruim está o mundo cheio. Sejam uns para os outros, porque um simples obrigado e um olhar de alívio, felicidade e gratidão vale mil vezes mais do que qualquer iPhone ou dinheiro.
Se querem dar downvotes por este texto não ser interessante para vocês, não importa e entendo. Mas é bom sentir que os meus pontos de karma real aumentaram muito esta noite.
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